Organização ainda não pensa em mudanças
Curitiba - Não adianta reclamar. Já que não é um consenso, a organização do Festival de Teatro de Curitiba diz não ter intenção de modificar as regras do Fringe, a polêmica mostra paralela do evento anual. Mas aponta, sim, algumas estratégias que já começaram a ser seguidas este ano e que podem resolver um dos principais problemas da mostra: a falta de critério na seleção dos espetáculos. Nesta edição do festival, os grupos inscritos no Fringe enviavam o projeto do espetáculo já com opção do teatro que gostariam de apresentar-se. Os teatros por sua vez, podiam aceitar ou não as montagens. ''Foi uma maneira que encontramos de repassar a responsabilidade dessa seleção'', diz o diretor geral do FTC, Victor Aronis, da Calvin Entretenimento.
Para ele, essa foi (e será, já que deve ser adotada também no ano que vem) uma forma dos próprios espaços selecionarem temas e grupos e se transformarem posteriormente numa referência de um determinado gênero teatral. Se isso vai funcionar, já que nem os grupos de fora têm como saber quais espaços devem procurar, nem os coordenadores dos espaços podem avaliar os espetáculos antes deles se apresentarem na cidade, só o tempo e a experiência poderá responder. ''Estamos realizando o festival há 14 anos. Algumas coisas funcionam, outras não, vamos aprendendo com a experiência'', conta Aronis.
Ele não descarta a possibilidade, por exemplo, do festival ter sua duração ampliada, pelo menos para as apresentações dos espetáculos do Fringe. Aronis revela ainda que sonha com o dia em que o evento paralelo, que foi criado com base no festival de Edimburgo, alcance independência e tenha os seus próprios patrocinadores.





