'Orfeu' no páreo do Oscar
Agência Folha
Absolutamente comovente. Foi assim que o ministro Francisco Weffort se referiu à entrada de uma escola de samba em cena de Orfeu, de Carlos Diegues. O filme foi escolhido por unanimidade para representar o Brasil na corrida pela indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
A comissão julgadora foi formada pelos cineastas Walter Moreira Salles Júnior e Tizuka Yamasaki, o produtor Luiz Carlos Barreto, o empresário de distribuição Jorge Peregrino e o jornalista e crítico de cinema Luís Zanin. À exceção de Salles, que mandou o voto num envelope, a comissão reuniu-se anteontem por uma hora no Ministério da Cultura e, por unanimidade, escolheu Orfeu, entre 13 outros inscritos.
Luiz Carlos Barreto disse que não estavam em questão os valores cinematográficos, mas qual seria o filme mais adequado, com mais possibilidades de chegar à lista dos cinco filmes estrangeiros escolhidos pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood para concorrer ao Oscar.
Na sua avaliação, Orfeu revela um Brasil musical, alegre, mostra o Rio de Janeiro, que é um ícone mundial, a favela, que também é um ícone, e a violência, a bandidagem do morro, tudo muito bem apresentado.





