Opus Dei antecipa a censura
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terça-feira, 24 de janeiro de 2006
France Presse 
Roma - A organização católica ultraconservadora Opus Dei espera que o filme ''O Código Da Vinci'', baseado no livro de Dan Brown do mesmo título, seja proibido aos menores de idade para protegê-los da ''manipulação da história''.
''Uma questão interessante é se este filme não teria que ser reservado apenas aos maiores de idade. Qualquer adulto distingue realidade de ficção: basta ter um pouco de cultura. Porém, ante uma manipulação da história, a uma criança faltam elementos de juízo: não basta acrescentar a palavra 'ficção'', declarou o diretor da Opus Dei para as relações com os meios internacionais, Marc Carrogio.
''Assim como se protege os menores das cenas explícitas de sexo e violência, não deveriam ser protegidos da violência expressa de forma mais sutil e por isso mais insidiosa?'', questionou Carrogio em declarações à agência católica de notícias Zenit.
Carroggio admitiu que o livro de Brown e a expectativa provocada pelo filme resulta em publicidade indireta para a organização. Em relação à estréia do filme, que foi rodado no Museu do Louvre (Paris), ''não há nenhuma declaração de guerra contra ninguém'', acrescentou.
A milionária produção cinematográfica ''O Código da Vinci'', produzida pela Sony-Columbia e com Tom Hanks e Audrey Tautou como protagonistas, representa tem como ''bandido'' a prelazia da Opus Dei, que chega a cometer assassinatos para defender um segredo.
O livro ''O Código Da Vinci'', que já vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o planeta, foi duramente criticado pelo cardeal italiano Tarcisio Bertone, arcebispo de Gênova, que pediu aos católicos que não leiam o romance.
O religioso organizou um encontro no ano passado para ''restabelecer a verdade'' e desmentir a existência de uma organização para defender os descendentes de Jesus e Maria Madalena.


