Leandro Calixto
TV Press
O convite para interpretar a índia Moema, na microssérie ‘‘A Invenção do Brasil’’, que deve estrear em breve na Globo, deixou Déborah Secco preocupada. A atriz tinha receio de fazer um trabalho superficial na produção de Guel Arraes que marca os 500 anos do Descobrimento do Brasil. Déborah conta que pouco sabia da história dos índios que viviam no Brasil no início do século XVI. ‘‘Também estava loura e com a pele totalmente branquinha. Achava que não tinha o perfil ideal para o papel’’, admite a atriz, que começou o trabalho de composição da personagem assim que assumiu o compromisso com o diretor.
A primeira medida foi escurecer o cabelo. E a cada gravação, ela se submete a maquiagem especial para escurecer a pele. Os cuidados são necessários. Afinal, a moça vai aparecer em muitas cenas trajando apenas um minimalista emaranhado de cipós. Mas além do esforço estético, Déborah estudou, durante um mês, a História do Brasil, principalmente no período em que chegaram as primeiras expedições portuguesas.
Na trama escrita e dirigida por Guel Arraes e Jorge Furtado, a personagem de Déborah Secco é irmã da índia Paraguaçu, vivida por Camila Pitanga. As duas vão acabar se apaixonando pelo pintor português Diogo Álvares, interpretado por Selton Mello. ‘‘A proposta da microssérie é mostrar que já naquela época era possível duas irmãs viverem com o mesmo homem’’, explica Déborah. A História do Brasil contada na microssérie terá partes verídicas e partes inventadas. E, para surpresa da atriz, ela soube que a índia Moema realmente existiu.