Opereta amazônica
Reza a lenda que quando o uirapuru canta, passarinho nenhum solta um pio devido ao canto particularmente elaborado da ave típica da região amazônica. O pássaro de canto encantado dá nome ao espetáculo que a Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades, do Rio de Janeiro, que traz para o Filo com duas apresentações: hoje, às 11 horas, na Praça Marechal Floriano Peixoto (ao lado da Catedral), e domingo, às 16 horas, no Zerão.
"Uirapuru" foi influenciado pelas operetas populares amazônicas sobre pássaros, encenadas na época das festas juninas e fundamentado na pesquisa das manifestações populares da região Norte do Brasil. Mas também mescla a musicalidade indígena, africana e europeia, e busca referências no trabalho realizado por Mário de Andrade, que transporta para a realidade urbana e vincula o erudito e o popular.
A lenda do pássaro cantor foi inspirada no poema sinfônico "Uirapuru", de Villa-Lobos, e na opereta popular "Pássaro Uirapuru", da compositora paraense Dona Noêmia. A montagem da companhia carioca conta com personagens na perna de pau, suas danças dramáticas e seus cantos mágicos.
O grupo tem como característica coreografias em pernas de pau e música ao vivo, buscando inspiração na linguagem dos antigos atores/músicos populares. Com espetáculos definidos como "Óperas Populares", a companhia prestigia a arte de rua.
Criada em 1981, na cidade de São Paulo, a Grande Companhia migrou em 1998 para o Rio, onde ampliou suas atividades com a criação do Condomínio Cultural no Largo de São Francisco - espaço aberto à experimentação, elaboração e apresentação de espetáculos de diversas companhias brasileiras de teatro, bem como a realização de projetos sociais e oficinas, cursos e workshops de artes cênicas. (M.R.)
Serviço:
"Uirapuru" - Grande Companhia de Mystérios e Novidades (RJ)
Quando Hoje às 11 horas, na Praça Marechal Floriano Peixoto, e amanhã, às 16 horas, no Zerão
Quanto - Gratuito





