Operação resgate
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Caroline Borges<br> TV Press 
O caráter aberto das novelas faz com que mudanças ocorram ao longo da trama em virtude do desempenho da audiência. Há quase sete meses no ar, "Malhação" passou por uma troca de protagonistas: saiu Dinho, papel de Guilherme Prates, e entrou Vitor, interpretado por Guilherme Leicam. O visual de galã urbano e rústico não agradou ao público adolescente, que preferia um mocinho aos moldes do personagem principal do filme da saga "Crepúsculo", Robert Patinsson. "Não houve uma rejeição. A história tinha de mudar e a trama do personagem se esgotou. O público pediu isso. Já fiz o teste dentro desse perfil", afirma Guilherme.
O estilo de mocinho clássico rosto com traços finos e olhos azuis foi um dos grandes responsáveis por garantir ao ator o papel no folhetim. Mas, para ele, isso não é um limitador dentro da carreira. "Neste momento da minha vida, tenho de aproveitar esse perfil. Mas vou fazer todos os personagens diferentes que vierem ao longo da profissão", planeja.
Na trama de Rosane Svartman e Glória Barreto, Vitor chega de Brasília para terminar o ano no fictício Colégio Quadrante, após ser preso injustamente em sua cidade por porte de drogas para acobertar o irmão Sal, interpretado por Pedro Cassiano. Ao longo da história, seu personagem será disputado por Lia, papel de Alice Wegmann, e Fatinha, de Juliana Paiva.
Ético e responsável, o personagem é bastante notado por suas habilidades pilotando moto. "As autoras foram me conhecendo e perguntando o que eu sabia fazer. Sempre andei de moto. Foi bom para passar uma verdade para o papel", explica.
Entre descobrir que estava escalado para a novela o ator recebeu a resposta positiva na véspera de Natal e o início das gravações em janeiro, Guilherme teve um período curto para se preparar e se entrosar com o elenco que estava junto há mais de oito meses. "Fiz preparação com um 'coach' e o elenco um pouco antes das gravações. Mas continuo estudando até hoje", ressalta o ator, que já conhecia parte do grupo com quem contracena, como Rodrigo Simas, o Bruno, e David Lucas, o Orelha, da época de "Fina Estampa". "Todos me receberam bem. Fizemos roda de violão para eu me entrosar melhor e nos conhecermos", completa.
O peso de estrear como protagonista não foi um entrave para Guilherme, que não tinha tomado consciência do tamanho do papel até ler na mídia notícias sobre a substituição. "A imprensa faz uma coisa que deixa todo mundo mais eufórico. Mas não senti isso. Foi só uma mudança no ritmo de gravações, que é mais frenético do que o normal, já que o protagonista se relaciona com todos os núcleos", aponta.
Em seu terceiro folhetim na emissora, o ator encara o novo mocinho da atual temporada como uma oportunidade de deixar seu trabalho mais visado. "'Malhação' já revelou vários talentos e é uma chance enorme. Um protagonista sempre traz grandes responsabilidades e a crítica está mais em cima", avalia.
A decisão pela carreira artística surgiu muito cedo para Guilherme. Natural do Rio Grande do Sul, aos 13 anos, o ator soube que iria seguir os rumos do teatro e, junto com sua mãe, se mudou para o Rio de Janeiro, onde o mercado profissional era maior. "Tive a sorte de a minha família me apoiar. Onde eu morava só tinha um teatro que estava começando. Quando cheguei ao Rio, a primeira oportunidade que se abriu foi nos palcos", lembra Guilherme, que investia, paralelamente, em testes para a tevê e publicidade, até passar para seu primeiro papel como o Led, em "Tempos Modernos". "Gosto da televisão, mas não saio do teatro também. Se não estou no ar, estou nos palcos. A novela acaba em junho e já tenho planos para depois disso, mas ainda não posso revelar", desconversa.


