Opções variam entre o urbano e o ecológico
Curitiba - Percorrer os nove municípios do Vale das Águas, com visitas às suas principais atrações, exige no mínimo uma semana na região. Como a maioria só tem férias uma vez por ano, um passeio mais curto, de um final de semana prolongado por um feriado, por exemplo, é suficiente para que se tenha uma boa amostra do vale. Para isso, o importante é montar um roteiro equilibrado, que permita conhecer as belezas da vida urbana, e que também contemple as emoções das atrações naturais do vale.
O ponto de partida pode ser cidade de Timbó. O turista pode deixar suas malas no Hotel Timbó Park, que tem o Rio Benedito em seu quintal e, se ainda fizer sol, gastar tempo andando a pé pelas ruas, obervando as construções de variados estilos arquitetônicos, mas todas com jardins cuidadosamente tratados. Mas a arquitetura típica dos colonizadores italianos e alemães impera na cidade, com destaque para as casas no estilo enxaimel. Se o horário permitir, vale conferir a paisagem do alto dos 758 metros do Morro Azul. À noite, uma boa pedida é jantar no restaurante e choperia Thapyoca, junto à bela paisagem da represa do Rio Benedito.
Outra pedida é seguir direto para a pequena cidade de Doutor Pedrinho. Sem pressa, porque a paisagem ao longo da estrada merece paradas e fotografias. Em toda região é comum se avistar vales verdes recortados por rios de pedras. Dimas Luis Fillipi, um dos donos do restaurante Thapyoca, é um dos maiores apreciadores das paisagens locais. ''Ando de bicicleta por toda região'', conta.
Em Doutor Pedrinho, a Bella Pousada serve de ponto de apoio para quem quer fazer passeios ecológicos. ''Aqui a pessoa vai ter uma boa cama, um bom chuveiro, boa comida para poder fazer um bom passeio no dia seguinte'', garante o casal Raul e Izabel Zardo, proprietários da pousada. A própria pousada organiza os passeios, como caminhadas e cavalgadas por vales e cânions até chegar a uma das ou visitas à Cachoeira Paulista, localizada no Vale do Capivari. Com 40 metros de queda negativa e comum paredão às suas costas, o local é utilizado para a prática de rapel.
Como o tempo é curto, no dia seguinte é hora de seguir para Benedito Novo. É aqui que se encontra uma das maiores cachoeiras da região, o Salto do Zinco, com 77 metros de altura. Além das belezas naturais, a Pousada Campo do Zinco também é atração. A casa era originalmente da família de Egon Koprowski, dono da pousada, e por isso não tem perfil de hotel. O local é ímpar. Todos os cantos e quartos da casa foram decorados por Margarethe, mulher de Egon que é também cozinheira ''de mão cheia'' para alegria dos hóspedes. Mas é preciso fazer reservas com antecedência.
No dia seguinte o destino pode ser Rodeio. Cidade típica italiana, uma boa opção é dedicar algumas horas para visitar fabricantes de queijo e vinho na região. A Vinícola San Michelle oferece vinhos de ótima qualidade e preços justos. Silnei Alberto Furlani, sócio-proprietário da vinícola, e também presidente da Associação do Vale das Águas, conta que a técnicas de produção da bebida foram aprendidas em Trento, na Itália.
Ele e seu sócio apostam na melhoria da qualidade das uvas cultivadas na região para aumentar as vendas. Hoje a produção da vinícola é de 150 mil garrafas, sendo 100 mil de vinhos finos, a maior parte ainda vendida dentro de Santa Catarina.
Nada mais sugestivo para encerrar a viagem do que um paseio por Pomerode, considerada a cidade mais alemã do Brasil. A natureza também é exuberante, e para quem já se cansou dos passeios ecológicos, há várias opções urbanas. Uma delas é provar as delícias da cozinha alemã, em especial os doces. Não há viajante que consiga voltar da região sem uma bagagem carregada de vinhos, queijos e doces. (M.G.)





