Localizada no litoral sul de São Paulo, entre os municípios de Peruíbe e Iguape (a 250 quilômetros de Curitiba), a estação é rodeada por mais cenários naturais de primitiva beleza, que acomodam vilas de pescadores, praias desertas, ondas virgens, estradas de terra e inúmeras trilhas que levam a cachoeiras, piscinas naturais e mirantes de cair o queixo. Fora da unidade, a aventura é permitida, sempre que praticada de forma responsável.
A pousada Wald Haus (Casa da Floresta) do alemão Remo Eckert, presenteia o ecoturista com trilhas que partem a alguns metros de seus quartos. A primeira das tantas imagens que seguramente disputarão lugar de destaque em seus álbuns: céu azul, linhas de ondas avançando dos confins do oceano, que arrebentam ao encontrar-se com os rasos bancos de areia da Praia de Guaraú. Logo abaixo, a pequena vila e seus barcos confirmam a presença dos pescadores. Mais distante, a deserta Guaruzinho é notada pela estreita linha de areia recortada entre o mar e os morros cobertos de verde. Ao fotografar, trepado num tronco, folhas, galhos e palmeiras em primeiro plano servem de moldura para a incrível paisagem.
Um passeio imperdível, rumo às entranhas dos manguezais periféricos à estação, é a remada pelo Rio Guaraúá. Acredito que esta seja a melhor oportunidade, em que o visitante se sente totalmente envolvido com a natureza. A bordo das simpáticas canoas canadenses, a modalidade pode ser praticada o ano inteiro. As embarcações são estáveis, próprias para iniciantes, feitas de fibra de vidro, de 5 metros de comprimento, com capacidade para até três pessoas (ou um casal e duas crianças).
São três percursos disponíveis, todos pelo Rio Guaraú: o mini, com uma hora de duração, até a lagoa; o curto, que chega à bela Praia de Guarauzinho (3 horas em 2,5 quilômetros); e o longo, para os mais aventureiros, com duração de seis horas, subindo rio, explorando a beleza dos mangues, dos igarapés, admirando a festa das aves, entre elas as exóticas garças azuis, chegando ao ponto final numa pequena e límpida cachoeira, com direito a banhos nas refrescantes piscinas naturais que a rodeiam. No inverno, a remada é descontraída com o clima mais ameno.
O surf é uma atividade muito praticada entre os locais e visitantes. As águas limpas e a consistência das ondas que quebram em diversas praias, de acesso apenas através de trilhas, tornam as sessões uma verdadeira aventura. O visual que se tem de dentro d’água é deslumbrante: areias desertas e paredes que se elevam com a densa mata fechada. Os principais picos são da Praia do Guaraú e Caramborê.
Depois do esforço da subida, vem uma longa e radical descida. Esta é a regra mestra do mountain biking. A estrada que une Guaraú à Barra do Una é alucinante! Também pode ser feita de carro, mas a alegria do ciclista que descobre paisagens desconcertantes bufando, superando obstáculos e ladeiras, certamente é mais intensa. (A.B.)

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