São Paulo - Marque na agenda: os melhores passeios culturais em quatro agitadas cidades brasileiras são gratuitos pelo menos uma vez na semana. Antes de fechar o roteiro por São Paulo, Niterói, Fortaleza e Belém, siga nossas sugestões para desembolsar pouquíssimo.
Praticamente todos os museus da Capital paulista abrem a catraca para o público nos fins de semana. Três exemplos: a Pinacoteca do Estado (www.pinacoteca.org.br), com acervo permanente de artistas nacionais dos séculos 19 e 20 e ótimas mostras temporárias, é gratuita aos sábados.
Aproveite a visita para entrar sem pagar no Museu da Língua Portuguesa (www.museulinguaportuguesa.org.br). Basta atravessar a rua. O local abriga exposições temporárias, como a de Machado de Assis, aberta no início do mês, e atrações interativas sobre as origens da língua portuguesa.
No Museu do Ipiranga (www.mp.usp.br), agende o passeio para o primeiro ou o terceiro domingo do mês, quando a entrada é livre. Mais antigo do Estado e um dos mais visitados do País - recebe 400 mil pessoas por ano -, o museu guarda a famosa tela ''Independência ou Morte'', de Pedro Américo, além do Museu de Zoologia.
Em Niterói (RJ), mais uma obra-prima de Niemeyer merece a visita: o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (www.macniteroi.com.br). Só a vista para a Baía de Guanabara já valeria o ingresso. Mas se o turista for numa quarta-feira, além de garantir as fotos mais bonitas do passeio, verá trabalhos de artistas contemporâneos sem pagar nada.
O Theatro José de Alencar, construído em 1910 em estilo art nouveau, é a dica cultural para gastar pouco em Fortaleza. A visita guiada custa R$ 4 - e vale cada centavo -, mas no último domingo de cada mês é gratuita.
Direto para a Região Norte, que tal aprender mais sobre a biodiversidade da Amazônia? O Museu Goeldi (www.museu-goeldi.br), em Belém, tem 4 milhões de peças, além do Parque Zoobotânico. O ingresso? Módicos R$ 2.
Até em Paris
Paris, Madri e Nova York estão longe de ser destinos ''em conta'', mas encontrar barganhas nessas metrópoles não é tão difícil assim. Para se divertir gastando pouco, a palavra de ordem é planejar. Museus, centros culturais e até castelos não cobram entrada em alguns dias da semana (ou do mês). Outros programas, por mais que sejam pagos, valem cada centavo.
Ir a Paris e não pisar no Louvre (www.louvre.fr) é um pecado. O museu tem um dos maiores acervos do mundo - lá estão obras como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e a escultura Vênus de Milo. Para entrar na pirâmide, o visitante paga 9 euros (R$ 22,31), a não ser que seja o primeiro domingo do mês ou o feriado nacional de 14 de julho (Queda da Bastilha), quando o ingresso é gratuito. Já quem tem menos de 26 anos deve deixar a visita para sexta-feira à noite. Das 18 horas às 21h45, os jovens não pagam.
O roteiro francês também inclui o Museu d'Orsay (www.musee-orsay.fr), que funciona em uma antiga estação de trem. Lá estão quadros de Monet, Renoir, Pissarro, Van Gogh, Cézanne, Seurat e Matisse. Se não der para programar o passeio para o primeiro domingo do mês, quando o ingresso é gratuito, não hesite em pagar 8 euros (R$ 19,83).
O Centre Pompidou (www.cnac-gp.fr) é um must para quem curte arte contemporânea. A entrada custa 10 euros (R$ 24,79), mas é liberada no primeiro domingo do mês. Às quartas-feiras, das 18 às 21 horas, quem tem menos de 26 anos não paga.
Em Madri, dois programas imperdíveis podem ser muito mais baratos do que o turista imagina. Conferir o Prado (www.museodelprado.es), com o maior acervo de arte espanhola, não custa nada de terça-feira a sábado, depois das 18 horas. Aos domingos, a entrada é livre após as 17 horas. Caso contrário, o preço será de 9 euros (R$ 22,31).
Quer ver Guernica, de Pablo Picasso, sem gastar um centavo? Vá ao Reina Sofía (www.museoreinasofia.es) aos sábados, das 14h30 às 21 horas, ou aos domingos, entre 10 horas e 14h30. Nos outros dias, o ingresso custa 6 euros (R$ 14,87).
Direto para a capital portuguesa, o Castelo de São Jorge (www.castelosaojorge.egeac.pt) é um dos cartões-postais de Lisboa. O ingresso custa 5 euros (R$ 12,40), mas a vista do alto do castelo não tem preço.
Américas
Três metrópoles, três museus imperdíveis. Nos Estados Unidos, conhecer o Guggenheim Nova York, o Museu de Arte Moderna de São Francisco e o Museu de Arte de Miami pode custar (quase) nada. Vá ao Guggenheim (www.guggenheim.org) às sextas-feiras, a partir das 17h45, quando o ingresso custa o que o turista puder pagar. A entrada normal sai por US$ 18 (R$ 28,34).
Pintura, escultura, fotografia e design estão em exposição no San Francisco Museum of Modern Art (www.sfmoma.org). Planeje a visita para a primeira terça-feira do mês, gratuita. Ou para as quintas-feiras, entre 18 e 21 horas, quando sai por metade dos US$ 12,50 (R$ 19,68) habituais. A arte contemporânea também tem vez no Miami Art Museum (www.miamiartmuseum.org). O ingresso é gratuito aos domingos e no segundo sábado de cada mês. Caso contrário, custa US$ 8 (R$ 12,60).
Seguindo para Buenos Aires, conheça o Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires (www.malba.org.ar). Obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Candido Portinari estão em exibição. Às quartas-feiras, a entrada é livre. (C.A./Agência Estado)

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