Foi do músico Rogério de Azevedo Palma a idéia de criar um projeto que ensinasse dança e música para crianças carentes da cidade. Inconformado com a apatia cultural que se instalou na cidade principalmente nos últimos 20 anos, Rogério começou a promover alguns eventos culturais. A iniciativa ganhou peso e não demorou para a formação da ONG. Mantida com recursos angariados pela Lei Rouanet lei federal que direciona parte do imposto sobre o lucro real das empresas , a Musicarte ainda enfrenta dificuldades devido a recursos insuficientes.
Instalada atualmente em um prédio cedido pela Prefeitura, a ONG só tem uma sala para a realização das aulas de balé. A falta de recursos também dificulta a ampliação dos projetos de música, que inclui até a formação de uma banda marcial. ''Diferente de Londrina, não temos uma lei municipal de incentivo à cultura e isso dificulta a arrecadação, já que poderíamos ter um fundo onde parte dos recursos vindos do ISS e do IPTU poderiam ser utilizados'', ressaltou.
Para tentar melhorar a arrecadação, a Musicarte está iniciando este ano um plano de marketing para divulgar mais o projeto e informar as pessoas sobre as formas de doação em conta bancária. ''Esperamos um aumento na arrecadação que será destinado para um fundo e iremos discutir em assembléia com os pais das crianças a melhor forma de utilizá-lo. O nosso sonho era ter uma escola pública de artes'', afirmou Palma, que é presidente da entidade.
A cidade também não tem um teatro apropriado e essa é outra reivindicação da ONG. ''Daqui a três anos vamos ter crianças muito boas, que serão capazes de dançar balés de repertório e não teremos um local adequado para isso. Vamos ter que investir em espaços alternativos.''
O projeto ainda desenvolve atividades de artesanato com mães voluntárias e debates sobre cultura, incluindo a elaboração de temas regionais para coreografias de balé clássico e contemporâneo. Em parceria com o Cefet, dez crianças também estão fazendo curso básico de informática. ''Infelizmente, muitas pessoas ainda pensam que destinar recursos para a cultura é 'gastar' e não 'investir'. Não encaram a cultura como forma de complementar a educação e desconhecem o poder transformados da arte.'' Mais informações sobre a entidade pelo site www.musicarte.org.br.(A.P.N.)

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