Lençóis é a porta de entrada da Chapada Diamantina. Com cerca de 11 mil habitantes, a cidade – fundada por garimpeiros na corrida do diamante em 1845 –, conserva casarões antigos e ruas estreitas. E é cortada pelo Rio Lençóis, que dá origem a cachoeiras e piscinas naturais perto dali. A ponte principal, feita de cascas de ovos e óleo de baleia, é a mesma construída no fim do século 18, antes da fundação do município. Dizem os habitantes que ela resistiu a enchentes, enquanto outras mais modernas foram arrastadas pelas águas.
Perto da entrada de Lençóis fica um antigo mercado de escravos, que virou feirinha de artesanato. Peças como porta-retratos em pedra, garrafas de areia colorida e bijuterias têm preços razoáveis.
Não deixe de ir às ruas mais conhecidas da cidade. Uma delas, a antiga Rua das Pedras, que foi área de prostituição na época do garimpo e hoje oferece bons restaurantes e lojinhas, além de agências de turismo para passeios. A Rua da Baderna (que de bagunçada não tem nada) e a Rua do Papagaio (ex-ponto de encontro de garimpeiros) completam o circuito do centro.
Vale também uma visita à Igreja Bom Jesus dos Passos. Em estilo colonial, com torres coloridas feitas de restos de porcelanas européias – transportadas em burros no século 19, muitas chegavam quebradas a Lençóis. Se ainda sobrar energia, passe pela Igreja de Nossa Senhora da Conceição, que tem belas esculturas. Na praça em frente, pode ser vista a Casa de Cultura Afrânio Peixoto, fundador da Academia Brasileira de Letras. (D.G/AE)

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