Onde a felicidade é eterna
Guerra e paz. Liberdade e dominação. A história do Paquistão oscila como um pêndulo, entre períodos de turbulência e tranquilidade frágil. De olho na paz que muitas vezes não encontram em seus países de origem, os ocidentais projetaram um lugar ideal, onde a serenidade poderia ser eterna. Nesse lugar utópico as pessoas jamais envelheceriam, viveriam cheios de dias, ficariam para a semente, encontrariam a felicidade e dela não se desgrudariam.
O lugar, segundo a imaginação ocidental, existe. E tem nome: Shangri-la. A localização, ninguém sabe, ninguém viu. Como no mapa do tesouro, existem as coordenadas, mas o ponto onde está o xis, é uma incógnita. Sabe-se que a cidade mística encontra-se próxima aos céus, tocando as nuvens. Foi assim que os ocidentais vislumbraram no maciço Karakorum o paraíso perdido. E é para lá que as buscas se direcionam.
É no vale do Hunza, na Caxemira, que se acredita estar a cidade de Shangri-la. O mito nasceu no livro Horizonte Perdido, escrito em 1933 pelo norte-americano James Hilton, que se inspirou na natureza virgem da região. As montanhas nevadas garantem o isolamento e a agricultura fértil do vale é a base da sobrevivência de um povo cuja longevidade ficou famosa no livro.
Na cidade de Karimabad, no vale do Hunza, danças folclóricas são o pano de fundo para o clima mítico do lugar. Em 1937, Frank Cappa levou a história do livro para o cinema e imortalizou o mito de Shangri-la. (M.B.)





