Com fama de melhor tapioca de Pernambuco, o Alto da Sé arrasta os foliões para uma paradinha na hora da fome. Lá existem uma dúzia de barracas que servem a iguaria (além do acarajé!), uma espécie de panqueca de goma de mandioca, recheada com coco ralado ou com queijo coalho e coco. Quem quiser ousar, ainda pode degustá-la nos sabores charque e queijo, goiabada e cartola (banana frita e queijo derretido). Mas não é só de tapioca que vive a gastronomia olindense. O lugar é reduto das boas cozinhas contemporânea, regional e francesa.
Na lista de restaurantes contemporâneos está o Goya e o Kwetú. O primeiro ganha a clientela pela criatividade. Tanto pela decoração colorida por telas de artistas locais, quanto pelo pratos feitos com frutos do mar, frutas e tubérculos, batizados com nomes de escritores, cineastas e músicos. A Lagosta e Camarão ao Rei Reginaldo Rossi, por exemplo, traz os frutos salteados e flambados na cachaça, servidos com creme de milho e macaxeira frita. Já no aconchegante Kwetú, o destaque são os pratos da nouvelle cuisine com sotaque regional, preparados com ingredientes frescos pela proprietária belga.
Com um pé na França e outro literalmente em Olinda, a Maison Bonfim traz ambiente decorado com artes plásticas na parede e cardápio elaborado com carnes de coelho, pato, rãs, escargot, além de frutos do mar. A casa também serve pizza feita no forno à lenha. Na Rua do Amparo, fica a badalada Oficina do Sabor, que encanta os turistas com pratos que surpreendem o paladar. Além da vedete moranga, que traz o jerimum recheado com frutos do mar, pode-se saborear o fruto recheado com camarão e surubim ao molho de graviola e chá de capim-santo, acompanhado de cuscuz de brócolis.
Na praça de São Pedro fica localizada a Creperia de Olinda, com uma infinidade de saladas e crepes salgados e doces, como um que leva o nome da cidade e recheio de sorvete de creme e passas ao rum, calda de chocolate e chantilly. Já na tradicional sorveteria Bacana, na Praça 12 de Março, bem próxima do Centro Histórico, o turista encontra cerca de 50 sabores de sorvetes para se refrescar do sol escaldante que costuma fazer nesta época do ano. Destaques para os feitos de frutas tropicais da região como cajá, caju, graviola, jaca, pitomba e pitanga. (F.G.)

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