Olímpia começou e não parou mais
Olímpia começou e não parou mais
A personagem central de Trair e Coçar... é um caso único na cena teatral brasileira. Olímpia possui vida própria, ganhou as ruas, invadiu as telas e, pode-se até afirmar, faz parte do inconsciente coletivo. Afinal, quase 3 milhões de pessoas se desmancharam em gargalhadas com a personagem. Olímpia, sem dúvida, suplantou o texto de Marcos Caruso, e mostrou o talento histriônico de várias atrizes. O uniforme de empregada é um mero pretexto para Olímpia destilar ingenuidade infantil, malícia e sedução.
A atriz Clarisse Derzie analisa que a malandragem tipicamente brasileira, somada à simplicidade e cumplicidade da personagem, é elemento primordial dessa empatia duradoura. Ela traz a platéia para o palco, e todos se sentem participantes, analisa a atriz.
Fora das dimensões do palco, Olímpia já vendeu muitos produtos na televisão. Denise Fraga vendeu Tom Bom, Clarisse Derzie anunciou o Papa Tudo e a hilária Iara Jamra foi garota propaganda do Bamerindus. Clarisse está à frente de um projeto para inserir a personagem como protagonista de uma sitcom. Serão episódios sobre Olímpia, adaptados por Marcos Caruso, que estão sendo negociados com uma misteriosa emissora de televisão. (F.F.)





