Em 1985, no auge da ocupação soviética do Afeganistão, a revista ‘National Geographic’ colocou na sua capa uma jovem refugiada afegã que encantou o mundo com seus olhos verdes.
Passados 17 anos, o fotógrafo Steve McCurry retornou ao Paquistão, onde a garota foi fotografada na época, para descobrir seu paradeiro. O resultado da empreitada pode ser conferido no documentário ‘‘Os Olhos de Sharbat Gula’’, que o canal ‘‘National Geographic’’ mostra hoje, às 22 horas.
McCurry – responsável pela fotografia que correu mundo – foi ao campo de refugiados de Nasir Bagh em janeiro e, depois de vários contatos, descobriu quem procurava: Sharbat Gula, hoje uma mulher casada, vive em uma região inóspita do Afeganistão.
O documentário acompanha a busca do fotógrafo pela bela pashtun. E mostra como foi confirmada a autenticidade da descoberta. Ou seja, a prova inquestionável de que a então garota é a mulher precocemente envelhecida que encontrou agora.
Para confirmar a identidade de Sharbat Gula, diversas técnicas foram utilizadas, entre elas, a identificação pela íris e o reconhecimento facial, ambas realizadas pelo FBI.
De acordo com a tradição pashtun, o mais numeroso grupo étnico do Afeganistão, Sharbat vive sob a burca desde que se casou. A fotografia que sai na capa da ‘‘National Geographic’’ de abril é a segunda da vida dela.
Apesar de ter conversado com a equipe da revista, Sharbat faz questão de não ter seu paradeiro divulgado com precisão. E, como retrata o documentário, sua esperança é de que as bombas acabem e tudo volte ao ‘‘normal’’.

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