O primeiro contato de Claudia Ohana com a atuação foi no cinema. Ainda criança, ela acompanhava sua mãe, a montadora Nazareth Ohana, nos bastidores de longas como "Vai Trabalhar Vagabundo". A estreia, no entanto, foi em 1979. Aos 17 anos, sob a direção de Pedro Camargo, Claudia protagonizou "Amor e Traição".
Já encantada pela sétima arte, a atriz foi construindo, aos poucos, uma relação forte com os "sets" de filmagem em longas como "Ópera do Malandro" e "Luzia Homem". "O cinema é muito sedutor. E foi onde aprendi a ser disciplinada. Tive diretores muito rígidos, inclusive, casei com um", conta, entre risos, referindo-se ao seu casamento com o diretor Ruy Guerra.
No momento, Claudia prepara-se para dar mais um passo em sua carreira cinematográfica, mas como diretora. Depois de fazer vídeos experimentais, ela pretende lançar seu primeiro curta-metragem, "Um Incrível Dia Vermelho na Vida de uma Dama de Alma Vermelha", ainda em 2014. "Pareço uma atriz, mas sou uma diretora. Antes, eu pensava que meu destino era ser cantora, mas a direção me ‘pegou’ de jeito. Dirigindo você faz sua obra. Além disso, adoro mandar", analisa a atriz, assumindo que dirigir um longa já está entre seus planos.
A experiência por trás das câmaras, inclusive, facilitou a relação de Claudia com a carreira de atriz. "Me tornei mais paciente com a produção. O ator não tem noção do que acontece nos bastidores. É um caos", explica. (G.B.)

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