Apostar em novos talentos é interessante para dar frescor aos elencos das emissoras, mas pode colocar os autores dos folhetins em uma situação de risco. Sem conhecer as possibilidades dos atores estreantes, quem escreve a trama não tem como ter a certeza de que seu personagem será bem interpretado.
Em 1998, Walcyr Carrasco correu esse risco. Contratado para escrever uma telenovela para o SBT, "Fascinação", que a princípio não seria veiculada no Brasil, apenas vendida para o exterior, ele viu sua protagonista nas mãos da inexperiente Regiane Alves. A atriz, na época estreante, deu conta do papel melancólico da sofrida Ana Clara. E hoje, na Globo, já acumula em seu currículo quase 20 produções televisivas diferentes. "A gente tem de reconhecer o talento e, desde aquela época, Regiane Alves sempre foi uma boa atriz. Por isso estamos sempre de olho em novos artistas, dando oportunidades a quem está começando", argumenta Walcyr.
Assim como Carrasco, Margareth Boury, autora da adaptação nacional de "Rebelde", também acredita que é necessário dar oportunidade para novos talentos na televisão. Por isso, ela confiou que os estreantes Arthur Aguiar, Mel Fronckowiak e Chay Suede fariam um bom trabalho como protagonistas da novela teen. "Todos tiveram de passar por testes e é claro que foram escolhidos também por suas aparências. O Chay, por exemplo, tem um estilo muito forte. Mas são talentosos e acredito que essa renovação é fundamental para a tevê", encerra Margareth. (A.R.)

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