Olha o Virgulino!
Quando anoitece, e em Maceió escurece bem cedo, uma boa opção é dar um passeio no bairro boêmio e histórico de Jaraguá que está sendo restaurado pela prefeitura para proteger a história da cidade. A arquitetura é predominantemente colonial e neoclássica. Durante muito tempo o Jaraguá funcionou como ponto de encontro de intelectuais e políticos de Maceió.
De dia o trânsito de veículos flui normalmente. À noite, as ruas são fechadas dando espaço para as mesas dos diversos bares e restaurantes. Ali você encontra ambientes para todos os gostos, de música ao vivo a eletrônica, samba, pagode, MPB, e música nordestina. A cada 20 metros é possível ver uma banda diferente tocando. Não há conflito.
A culinária também é diversificada. É possível encontrar de pizza a buchada de bode. Entre os bares mais tradicionais estão A Casa da Sogra e O Virgulino. Na Casa da Sogra a decoração é bem-humorada. Há quadros de artistas locais, bonecos usados nas festas carnavalescas e uma curiosidade: na porta do banheiro masculino tem o número 23 em destaque. Segundo os frequentadores, tem que ser o 23 porque o 24 não é número de macho. Já no banheiro das mulheres, o destaque é para o número 43, já que o 44 não é bem vindo.
O Virgulino, considerado uma espécie de embaixada do nordeste em Alagoas, foi criado em homenagem a Virgulino Lampião, o famoso cangaceiro que teria passado pelo sertão alagoano. Todos os garçons se vestem caracterizados. Alguns com sandálias de couro, calça e camisa cáqui e chapéus de couro, como se fosse cangaceiros. Outros com roupas parecidas com policiais (volantes).
As mulheres seguem o padrão de vestimenta de Maria Bonita, companheira de Lampião. No fundo do Virgulino há uma pista de dança. Mais típica impossível. O único estilo de música aceita é o forró-pé-de-serra, aquele tocado com triângulo, zabumba e sanfona. É um convite ao arrasta-pé.





