Oito dias de cinema
Zeca Corrêa Leite
Curitiba mergulha no cinema. Entre os dias 30 de abril e 7 de maio acontece em diversas salas da cidade o Fest Cine Vídeo de Curitiba. É a segunda edição do festival iniciado em 1997, que chega com o nome alterado neste ano. Ao lado das oficinas e mostras competitivas de curtas, médias e vídeos, palestras e debates acontecerão também as exibições de longas-metragens. São 78 filmes, dos quais 14 inéditos.
O evento traz dois temas determinantes neste ano: A União dos Estados do Sul com o Mercosul, através de uma mostra de filmes latinos inéditos no País, e A Criança e o Jovem na Sala do Cinema, com matinadas e matinês diárias voltadas especificamente ao público jovem e infantil.
Três diretores brasileiros receberam atenção especial do Fest Cine Vídeo: Julio Bressane, José Mojica Marins e Roberto Santos. Os dois primeiros farão parte da série Mostra Experimental. De Bressane serão exibidos Matou a Família e Foi ao Cinema, O Anjo Nasceu, Tabu e Brás Cubas. Do mestre do terror - hoje alçado ao trash á- foram programados Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver, O Estranho Mundo de Zé do Caixão e O Despertar da Besta.
ReproduçãoJosé
Mojica
Marins,
o Zé do
Caixão:
mestre do
terror
recebe
atenção
especial
no festival
Esses sete filmes serão apresentados numa espécie de maratona. Começará às 23h e vai até o amanhecer. O dia estará raiando quando a sessão chegar ao final, e para compensar a longa noite os organizadores oferecerão café da manhã aos insones.
A Mostra Roberto Santos, que acontecerá diariamente às 14h30, no Auditório Brasílio Itiberê, da Secretaria da Cultura, durante todo o transcorrer do festival, apresentará O Grande Momento, Vozes do Medo, Os Amantes da Chuva, Quincas Borba, A Hora e a Vez de Augusto Matraga.
Outras mostras terão vez no festival: a do jovem cinema francês e do cinema francês dos anos 80; de filmes latinos inéditos no Brasil, do cinema experimental alemão dos anos 90 e de longas brasileiros.
Sessões de autógrafos movimentarão o Fest Cine. A ex-atriz Darlene Glória, que entre muitos erros e alguns acertos fez o excelente Toda Nudez Será Castigada, desempenhando seu melhor papel, como Geni, é uma das convidadas para a série de autógrafos de livros. Convertida a uma igreja evangélica, abandonou a vida artística e escreveu Uma Nova Glória.
Também virão o diretor Ruy Guerra para colocar sua assinatura em 20 Navios; Maria do Rosário Caetano em Cineastas Latino-Americanos, Sérgio Muniz em En Santo Antonio y São Paulo Ou...; o poeta Wally Salomão em Lábia e Vera Zaverucha em Lei do Audiovisual Passo a Passo. As sessões terão vez na Biblioteca Pública do Paraná, às 17h.





