Assim que Leny Andrade, ao lado de Paquito d'Rivera e Trio Corrente encerraram em grande estilo a 29 Oficina de Música de Curitiba, no último final de semana, a cúpula responsável pela organização do evento já começou a discutir a programação do ano que vem. Afinal de contas, o número 30 é expressivo. Ainda não dá pra adiantar muita coisa, no entanto algumas ações estão em andamento: a de ampliar a participação internacional e a de aumentar a interação com toda a comunidade.
''Já na primeira fase (a de Música Erudita e Antiga) o nível da oficina e dos alunos era muito bom. Foi tão bom o resultado que se não tivéssemos nível suficiente, não conseguiríamos executar o repertório que escolhemos'', comenta a diretora da Oficina, Janete Andrade, que também destaca a popularidade desta edição do evento entre alunos universitários e estudantes e professores de países do Mercosul. ''Também na primeira fase, só com os números da bilheteria e de alimentos arrecadados já notamos que esta edição já tinha superado a do ano passado.''
Uma das grandes preocupações deste ano foi a de levar a oficina, que primordialmente tem uma programação em prol de alunos e professores envolvidos com música, para toda a comunidade. Por isso, no calendário desta temporada foi possível encontrar convidados populares para as apresentações e mais projetos visando a contrapartida social, como os realizados nos parques e nas praias paranaenses.
''Tivemos convidados como o Edu Lobo, o Zeca Baleiro, a Leny Andrade... Espero que o público tenha desfrutado dessas apresentações'', diz Janete. ''O projeto na praia é uma das extensões para a comunidade que já pensávamos há algum tempo. Traz um público diferente, de turistas, que muitas vezes desconhece a oficina.''
Além desses destaques, Janete também frisou, no balanço geral deste ano, a importância dos bate-papos com músicos e a teleconferência entre Curitiba e a Universidade de Los Angeles, ações que devem ser mantidas para a 30 edição. A programação do ano comemorativo, de acordo com Janete, está quase traçado, faltam alguns detalhes e por enquanto não é possível adiantar muita coisa.
''Seria um sonho, uma utopia trazer um grupo como a Filarmônica de Berlim. Talvez seja possível. Mas estamos tentando é trazer músicos da Filarmônica de Berlim e outras intituições internacionais que possam continuar contribuindo, que possam fazer parte do corpo docente e artístico no ano que vem. Mais de 65% da oficina do ano que vem já está desenhada, mas não posso colocar aqui nada oficialmente. Falta a gente discutir algumas coisas e ir também atrás de alguns parceiros'', adianta. ''O que posso dizer é que queremos melhorar e crescer ainda mais, Quanto mais a população em geral e não só a comunidade artística participar, melhor. É isso que vai formar plateias.''

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