Oficina de música
DivulgaçãoA Camerata Antiqua de Curitiba abre a Oficina de Música. O Grupo de Percussão da Oficina de MPB será uma das atrações.OFICINA DE MÚSICA
Neste final de semana, a 17ª Oficina de Música irá inaugurar o calendário da Fundação Cultural de Curitiba
Zeca Corrêa Leite
O ano começa com música em Curitiba. Domingo, dia 10, às 21 horas, no teatro Ópera de Arame, a Camerata Antiqua de Curitiba abre oficialmente a XVII Oficina de Música, promovida pela Fundação Cultural de Curitiba. Sob a regência do maestro Roberto de Regina, serão executados os Hinos da Coroação, de Handel. Entrada franca.
A Oficina de Música, originariamente criada para a música erudita, abriu-se mais tarde para a produção popular. Por essa razão o evento divide-se em duas partes - a primeira que vai até dia 20, com aproximadamente 800 alunos, e a segunda, marcada para acontecer entre 21 a 31, com sessão inaugural no Canal da Música. Cerca de 400 alunos inscreveram-se em seus cursos.
Ainda na primeira fase ocorrerão eventos paralelos: o VII Encontro de Música Antiga, o XV Encontro de Professores de Piano e o III Simpósio Latino-Americano de Musicologia. Somando-se todos os cursos ministrados nos 20 dias de janeiro, eles totalizam 103.
Bodas da CamerataO espetáculo de domingo no Ópera de Arame tem dupla função. Além de abrir a XVII Oficina de Música, transforma-se no início das comemorações dos 25 anos de criação da Camerata Antiqua de Curitiba. O grupo nasceu pelas mãos de Roberto de Regina, com o propósito de pesquisar e executar a música renascentista e barroca.
Este período foi ocupado por mais de 900 recitais levados não só em Curitiba, mas também em diversas cidades brasileiras e no exterior, além do lançamento de oito LPs e três CDs. O grupo ainda hoje mantém-se como uma das principais referências nacionais da música antiga. Também extrapolou a condição de conjunto de prestígio para assummir o papel de uma verdadeira escola musical, com muitos de seus integrantes desenvolvendo carreiras individuais.
Apesar do tamanho do evento, que movimenta a cidade, com mais de 60 concertos gratuitos - levados nos espaços culturais do Ópera de Arame, Canal da Música, Memorial de Curitiba, auditórios do Colégio Estadual do Paraná e da Reitoria da UFPR, Teatro do Paiol, Clube Concórdia e Igreja da Ordem -, os custos não ultrapassaram a R$ 430 mil. A maior parte desse valor foi coberta pela Copel - Companhia de Energia Elétrica do Paraná, através da Lei Rouanet.
Ao contrário dos festivais realizados em todo o Brasil, a Oficina de Música dá prioridade à formação de alunos. Eles são as estrelas, dizem os organizadores, e aprendem, inclusive, a se apresentar em público. Segundo Margarita Sansone, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, o evento transforma a cidade em laboratório vivo para instrumentos e vozes.
De 11 a 20 de janeiro os estudantes terão aulas de prática instrumental e vocal, conjunto e regência, estruturação musical e didática. Já o Encontro de Música Antiga terá 14 cursos abordando interpretação barroca no canto, música medieval, barroca e renascentista.
O ensino abrange a execução de instrumentos como alaúde, teorba, flauta, cravo, viola da gamba e guitarra barroca. As aulas serão ministradas por professores brasileiros e as palestras ficarão por conta de músicos convidados da Holanda, França, Alemanha, Itália, Argentina e Uruguai.
Percussão e feira musicalA VII Oficina de Música Popular Brasileira, de 21 a 31 de janeiro, terá uma atração extra, além dos cursos de prática instrumental, vocal e de conjunto, estruturação musical e pesquisa, didática e atividade infanto-juvenil. Será realizado o I Encontro de Percussão Popular de Curitiba, com oficinas de maracatu, percussão afro-brasileira e bateria de escola de samba.
Interessados em literatura sobre a nossa música, partituras, instrumentos e equipamentos musicais, CDs e demais artigos, terão pela primeira vez a Feira de Música Cidade de Curitiba, que será instalada na Cada Vermelha, no Largo da Ordem.
Cartola, compositor e poeta de fina sensibilidade, que deixou para a história irretocáveis canções e versos, será lembrado especialmente na noite de 21 de janeiro, no Canal da Música. Abre-se a segunda fase da Oficina de Música com o espetáculo Tempo de Cartola, reunindo a Orquestra do Conservatório de MPB de Curitiba, Vocal Brasileirão e Coral Brasileirinho. Direção do maestro Roberto Gnattali.
Na ocasião será lançado o livro Tempos Idos, de Marília T. Barboza da Silva e Arthur de Oliveira Filho, e o CD O Sol Nascerá, do selo Revivendo Músicas. A professora Maria Clara Wasserman fará ainda a abertura da exposição Cartola 90 Anos.
XVII Oficina de Música, de 10 a 31 de janeiro, em diversos locais da cidade. Abertura oficial domingo, 10, às 21 horas, no Teatro Ópera de Arame, com apresentação da Camerata Antiqua de Curitiba. Entrada franca.





