A explosão latente nos olhos do jovem judeu é perseguida detalhadamente pela câmera do diretor Mathieu Kassovitz. É em torno dele e de dois amigos que gira a história de ‘‘O Ódio’’, filme que conferiu a Kassovitz a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado.
Já exibido em Londrina, no Cine Ouro Verde, o filme chega este mês às locadoras mostrando uma face nada paradisíaca das metrópoles superpovoadas do Primeiro Mundo: a marginalidade das minorias étnicas. O tema estoura na tela protagonizado por três jovens imigrantes e suas respectivas tretas com a polícia nos subúrbios de Paris.
Com trilha sonora à base de rap, a trama se desenrola durante 24 horas na vida de um judeu, um negro e um árabe - um dia depois de um motim incendiário levar um amigo para o hospital. Rodado em preto-e-branco, o filme os captura vagando pelas ruas numa sequência de situações que inclui brincadeiras de roleta-russa, tráfico de drogas, roubos e prisão. A leveza passa longe de ‘‘O Ódio’’. (N.S.)

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