Ainda sobre Salvador, do ponto de vista do hoteleiro, investir em turismo de negócios e eventos representa ganhos mais estáveis ao longo do ano, já que ele não depende da temporada de férias escolares e ajuda a manter as taxas de ocupação. Em épocas de pouco movimento, a ocupação da cidade baixa atinge cerca de 40%. Nas férias escolares, o porcentual quase dobra. Neste ano, 36 mil pessoas devem passar pela cidade a negócios ou para feiras e congressos. Em 2003, serão 50 mil. Cada viajante a negócios gasta, em média, US$ 150 por dia em Salvador. Em média, as diárias em um hotel voltado para executivos, empresários e congressistas são 30% superiores às de hotéis para lazer. Ao mesmo tempo, o custo operacional é 20% menor, pois a estrutura dos hotéis para negócio é menor, dispensando áreas de lazer suntuosas. ''Por isso, o resultado operacional é 50% maior'', conclui Sena, do Conselho Curador do SBCB. Apesar de promissor, Pessoa enfatiza a necessidade de conter uma explosão de novos projetos no Estado. ''Os hotéis existentes precisam atingir uma boa taxa de ocupação'', justifica. Ele assinala que, neste ano, a cidade viveu seu pior mês de junho dos últimos dez anos, com taxa de ocupação inferior a 40%. ''No ano passado, em junho, a taxa foi de 60%'', compara.

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