''Ocorrências graves não têm data para acontecer''
O delegado Jayme José de Souza Filho se manteve apreensivo durante a noite em que 2004 nasceu. ''Eu era o delegado regional em Cidade Gaúcha (80 km a nordeste de Umuarama) e naquela época estava acumulando duas comarcas, o que representava 11 municípios. Passei o Réveillon com a família, mas fiquei meio que de prontidão. Sabia que se acontecesse algum incidente, eu teria que comparecer. Mas felizmente não houve nada grave'', diz Souza.
Nos meses em que trabalhou em Cidade Gaúcha, o delegado várias vezes teve momentos de folga interrompidos por avisos de que algum crime tinha sido praticado. ''Eu não ficava no plantão, mas mesmo assim tinha que atender quando era registrada alguma ocorrência relevante nas cercanias''.
Este ano, Souza foi transferido para Londrina, onde tem trabalhado como delegado de plantão. Por isso, será um dos responsáveis pela segurança na cidade na noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro. ''Será meu primeiro plantão em uma data festiva. Minha família está morando comigo em Londrina, então acho que não haverá problema. Não vou passar a noite com parentes, mas posso manter contato pelo telefone'', argumenta.
''A comunidade não pode ficar sem assistência, ela conta com a Polícia Civil. As ocorrências mais graves não têm hora ou data para acontecer. Alguém tem que fazer esse serviço'', justifica o delegado, que torce por uma noite de Ano Novo tranquila. ''No Réveillon, sempre há problemas decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, como acidentes de trânsito e brigas. Espero que este ano sejam poucos e que as pessoas apenas se divirtam''.(F.G.)





