Poucas localidades no mundo lamentam tanto a intervenção do homem em sua paisagem quanto o município de Guaíra (232 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu). Depois de perder Sete Quedas com a formação do grande Lago de Itaipu, os moradores da cidade querem, agora, preservar e explorar turisticamente o rico ecossistema de um conjunto de ilhas - situado ainda nas águas correntes do Rio Paraná - ao norte da cidade.
Além da Ilha Grande, que dá nome ao mais novo Parque Nacional paranaense, a região, que tem fauna e flora semelhante à do Pantanal Mato-grossense, possui 300 ilhas ou ilhotas que começam a despertar a atenção dos ecoturistas. O acesso a toda essa biodiversidade é feito por barco, com agradáveis e vistosas viagens que não ultrapassam 30 minutos, saindo do Centro Náutico Recreativo de Guaíra.
Na Lagoa Saraiva, não é difícil observar jacarés-de-papo-amarelo, capivaras, antas, pacas e macacos-pregoA mais visitada é a Ilha das Gaivotas, única do conjunto com lanchonete e área de camping, há dez minutos do Centro Náutico. A Gaivotas conta com praia, até mesmo em época de cheia. Com a estiagem, a faixa de areia aumenta em largura e comprimento, o que possibilita a prática de vôlei e futebol em quadras improvisadas.
Na Ilha Tucano (20 minutos rio acima) na foz do Rio Iguatemi, o turista pode ver ruínas de um antigo hotel e desfrutar de um sistema de trilhas na mata fechada, usado pelos hóspedes antes da desativação.
Trinta minutos rio acima está a Ilha Peruzzi e a Ilha do Tércio que contam com casas de veraneios com jardins e pomares. Na alta temporada, os proprietários costumam reservar finais de semana para alugar as casas a grupos de ecoturistas. A atração é observar pássaros pantaneiros, a vegetação exótica e tentar capturar dourados, pintados e tucunarés em pescarias antiestressantes.
Ilha das Gaivotas: lanchonete e campingOutro ponto imperdível na região é a Lagoa Saraiva, de 20 quilômetros de extensão (a largura varia de 70 a 300 metros) no interior da Ilha Grande. No silêncio da água parada, dá para ouvir o canto de dezenas de espécies de pássaros, simultaneamente. Jacarés-de-papo-amarelo, capivaras, antas, pacas e macacos-prego vivem em torno da lagoa e não é difícil observá-los do barco.
Valem a pena ser vistas algumas outras ilhas como a São Francisco, Pacu, Capivara e Major Valença. Percorrendo estes locais, o turista pode ter surpresas inesquecíveis e imagens que, automaticamente, pedem uma câmera fotográfica, como ver um grupo de colhereiros-rosa emoldurando um pôr-do-sol de verão.
Apesar do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda não ter o Plano de Manejo do parque, as excursões às ilhas são cada vez mais frequentes. A embarcação mais usada é o Destil, barco com capacidade para 50 pessoas, da empresa F. Andreis. Para quem quer um passeio mais rápido e exclusivo, a dica é contatar barqueiros diretamente no Centro Náutico Recreativo.
Serviço
- Mais informações sobre as ilhas podem ser obtidas na Secretaria de Turismo de Guaíra. Telefone (044) 642-3161. Para viagens de barco contatar a empresa F. Andreis (044) 642-1538

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