DivulgaçãoTécnica mista de Vera Martins CostaAs artistas plásticas paulistas Vera Costa e Fúlvia Molina abrem hoje, às 20h30, na Sala Celso Garcia Cid, do Cine-Teatro Ouro Verde, exposições simultâneas de pinturas contemporâneas. As artistas foram selecionadas pela Divisão de Artes da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina. A mostra pode ser visitada até o dia 6 de abril.
Ao todo, estarão expostas 19 obras - 12 de Fúlvia e sete de Vera - em técnica mista sobre tela, madeira, linho, veludo e lona. Em todos os trabalhos, a preocupação com o resgate de uma perspectiva humanista da existência, onde os elos de ligação se fazem entre memórias resgatadas com o tempo presente e a realidade cotidiana. Porém aí param as semelhanças. O observador vai poder ver duas tendências da arte contemporânea, que se completam e se dividem, de uma forma mais real que a homogeneidade.
Memória da cor Fúlvia traz oito obras em técnica mista sobre tela e quatro em tela sobre madeira, obras nas quais trabalha a memória da cor, buscando elementos do interior de São Paulo - onde nasceu e foi criada - misturada ao contexto social de uma realidade conturbada que vivencia na capital paulista. Seus trabalhos, quase um grafite sobre película, remetem à violência urbana, num gestual forte e com grande discussão pictórica. As figuras surgem desestruturadas, um registro efêmero de suas memórias afetivas. Nos traços fortes, quase agressivos, o social é colocado de forma expressionista. Entre o particular e o contexto, a visão humanista de Fúlvia transmite o caráter filosófico das obras.
DivulgaçãoTécnica mista de Fúlvia Molina
Resgate Nascida e criada em São Paulo, Vera também resgata o contexto urbano de megalópole brasileira. Com sete obras - cinco utilizando os mais variados materiais sobre lona, uma sobre linho e outra sobre veludo -, a artista mostra seus mais recentes trabalhos, onde a pintura foi depurada a um ponto de se valorizar mais o desenho e o traço do que a própria cor. Utilizando desde lápis carvão, a artista deixou de lado o concretismo da pintura para buscar a leveza das formas e a estética do rabisco e da palavra. A cor, em seus trabalhos, entra como um elemento de construção. Neles, a cor surge ora como determinante de forma, ora como o pano de fundo para o gestual que determina o processo perceptivo. Enquanto os trabalhos de Fúlvia valorizam o pictórico, os de Vera fogem desta ênfase, buscando mais o gráfico. Em ambos, a espontaneidade e a vivência são os elementos mais nítidos.
Fúlvia Molina e Vera Costa - exposição de pintura contemporânea. Abertura hoje, às 20h30, na Sala Celso Garcia Cid, no Cine-Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85). A mostra pode ser visitada até o dia 06 de abril, de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas e das 19 às 22 horas.

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