Obra do compositor é relançada em box
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terça-feira, 06 de setembro de 2016
Adriana Del Ré<br>Agência Estado 

Recém-lançada, a caixa "Cartola - Todo Tempo Que Eu Viver" agrupa, em três discos, a obra que o compositor produziu entre 1967 e 1976. Incluídos no box, os dois primeiros discos de sua carreira, de 1974 e 1976 - no seu álbum de estreia, ele já tinha 65 anos -, foram lançados graças à chancela da Discos Marcus Pereira (que agora pertence ao acervo da gravadora Universal). À época, já fazia um bom tempo que Cartola havia sido redescoberto por Sérgio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta, no fim da década de 50, como lavador de carros em Ipanema.
No projeto, os dois LPs históricos, remasterizados, vêm com arte e textos originais. O primeiro álbum já era feito de clássicos como "Disfarça e Chora", "O Sol Nascerá" (A Sorrir) e "Alvorada". O segundo disco traz na capa a foto emblemática de Cartola com a mulher, Dona Zica, e outras grandes composições, como "O Mundo É Um Moinho", "Preciso Me Encontrar" e "As Rosas Não Falam".
Em "Todo Tempo Que Eu Viver", há ainda o disco "Tempos Idos", uma compilação de todas as músicas gravadas pelo mestre, um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, em discos de outros artistas e projetos especiais, entre 1967 e 1975. São os chamados lados B de Cartola, que incluem uma seleção de sambas da Mangueira com Clementina de Jesus e Elizeth Cardoso, em Todo Tempo Que Eu Viver, Pranto de Poeta, Mangueira, entre outras.


