Curitiba - Começa hoje, em Curitiba, o Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito). Pela primeira vez na capital paranaense, o evento vai reunir 13 grupos de sete países como França, Argentina, Itália, Israel, Holanda, Espanha e Brasil em mais de 60 apresentações.
Trata-se de um festival bastante interessante. Quem for ao Museu Oscar Niemeyer (MON) até domingo, poderá ver um saca-rolha gigante se ''transformar'' numa graciosa bailarina; leques imitando o traquejo de pavões; chaleiras e xícaras que valsam; uma torneira representando um velhinho chorando.
Em sua jornada pelo Brasil, o Fito, que é o único festival do tipo no País, já foi visto por mais de 200 mil pessoas de sete cidades diferentes: Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MT), Manaus (AM) e no Recife (PE).
Lina Rosa, idealizadora do projeto e diretora de criação da Aliança Comunicação e Cultura, explica que o Teatro de Objetos é uma forma de metáfora crítica inteligente, que faz pensar, diverte, educa e sensibiliza a plateia. Para chamar a atenção do curitibano para o Fito, quatro bailarinas-saca-rolhas gigantes, com três metros e meio de altura, foram instaladas em pontos turísticos da cidade.
Pouco explorada no Brasil, a modalidade de Teatro de Objetos possui uma forte presença na Europa, continente de onde virá a maior parte das companhias cênicas. Entre os destaques da edição curitibana estão Katy Deville, com a sua companhia Théâtre de Cuisine, que apresenta o espetáculo ''20 Minutos Sob o Mar''; Cia Fernán Cardama, com ''Histórias de Meia Sola'' e a companhia espanhola Rocamora, fundada pelo ator e diretor Carles CaÀellas, que mostra ''Pequenos Suicídios'', adaptação feita do primeiro espetáculo escrito para o Teatro de Objetos.
Além dos espetáculos, acontecem atrações musicais e performances. É o caso de ''Pinipan'', espetáculo musical do mestre da percussão Naná Vasconcelos, ganhador do Grammy Latino 2011 na categoria Regional, que será apresentado na sexta e domingo. A criação de ''Pinipan'', que usa pinicos e panelas para fazer música, foi especialmente elaborada para o Festival e tem participação performática do Grupo XPTO, com direção de Osvaldo Gabrieli - que também é responsável pela cenografia do Fito.
No sábado, às 22 horas, depois dos espetáculos, acontece o show-performático do baiano Tom Zé, com seu ''Música/Contramúsica''. Na percussão, para além dos arranjos e orquestrações - e instrumentos convencionais -, liquidificadores, rádios, máquinas de escrever, enceradeiras, gravadores, teclados e garrafas.
Nos três dias do Fito também acontece a Mostra Viva, com performances curtas, realizadas por atores, para pequenos grupos. Depois que a performance é finalizada, o ator explica ao público fundamentos básicos do teatro de animação de objetos e convida alguns espectadores a participar da cena.
Outra ação de interação entre o festival e o público será a Fitografia, um espaço cenográfico onde o público é convidado para uma fotografia dançando com um cabideiro. À disposição dos visitantes, há uma série de chapéus para que cada um ''dê a cara'' que prefere ao sei parceiro de dança. No final quem quiser, leva para casa como lembrança a foto. O Fito é uma realização do Serviço Social da Indústria (SESI-PR) e tem entrada franca.

Serviço:
- Festival Internacional de Teatro de Objetos
Quando - De hoje a domingo
Onde - Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999), em Curitiba
Quanto - Entrada franca
Informações - www.fitofestival.com.br

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