O violão e a craviola de Paulinho Nogueira
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de maio de 1999
Zeca Corrêa Leite 
O Teatro do Paiol abre suas portas nesta sexta e sábado para um show imperdível, que promove o encontro do violão de Paulinho Nogueira e a craviola de Stenio Mendes. Os instrumentistas apresentarão composições próprias e clássicos da MPB.
O espetáculo coloca no mesmo palco tio e sobrinho. Paulinho já era uma celebridade quando Stenio entrou na carreira, em 1972, e tocando justamente a craviola, que é um invento do tio, de 11 cordas. Recebeu esse nome porque os sons seriam uma mistura de cravo com viola, como explicou na época Paulinho Nogueira.
Mestre de Toquinho - foi quem vaticinou o sucesso que chegaria pouco tempo depois -, o violonista está comemorando 40 anos de carreira. Tem 25 discos gravados, sendo que o último, Coração Violão foi lançado há quatro anos. Menina, composta em 1970, foi o maior sucesso de Paulinho Nogueira e até hoje é uma das canções mais lembradas pelo público. Recentemente Netinho a incluiu em seu CD, mas também foi gravada na França e Itália. Maria Bethânia gravou 10 Bilhões de Neurônios que o instrumentista fez em parceria com sua sobrinha, Zezinha Nogueira - e que serviu de título de um de seus discos.
Stenio Mendes, o sobrinho, também é compositor. Já se apresentou em vários países como os Estados Unidos, Alemanha, Venezuela, Argentina e Uruguai. Várias vezes premiado no Brasil, cita entre eles o troféu Villa-Lobos.
O show traz as seguintes músicas: Simplesmente, Menina, Jogo de Xadrez - todas de Paulinho -; Disparada, de Geraldo Vandré; Luiza e Insensatez, de Tom Jobim; Romaria, de Renato Teixeira; Jesus, Alegria dos Homens, de Bach; Trenzinho Caipira, de Villa-Lobos. Stenio Mendes assina as demais do repertório: Linhas Tortas, Taquará, Águas Claras, Babel, Espada de Anjo, Barriga dÁgua.


