Kraw PenasO mineiro Ezequiel Piaz descobriu, tocando na noite da cidade, que Curitiba gosta de violãoEzequiel Piaz, mineiro de Uberaba, as suas idas e vindas está há um ano e meio em Curitiba. Toca na noite e descobriu que a cidade gosta de violão. ‘‘É ótimo essa identificação, aliás, com a música em geral’’, aplaude. O músico - compositor, violonista, guitarrista e arranjador - estará no palco do Tuc dia 9, para apresentar ‘Violão Brasileiro’’.
O espetáculo antecipa ao público o CD que Piaz estará lançando em junho com composições próprias, e batizado com o mesmo título: ‘‘Violão Brasileiro’’. Algumas das faixas serão apresentadas no Tuc, ao lado de composições já conhecidas de Baden Powel, Tom Jobim, Villa-Lobos, entre outros.
Riqueza sonoraSobre o disco, o músico diz que ele traz a ‘‘sonoridade que se ouve no Brasil, essa riqueza harmônica e rítmica única no mundo e que não tem similar a nível de som’’. Seu trabalho, continua, é ‘‘calcado nas idéias da nossa música, então porisso esse nome de ‘Violão Brasileiro’’’.
O show e o disco estarão repletos de ritmos como o baião, o frevo, o samba. ‘‘No repertório do CD você encontrará músicas calmas ao lado de outras mais pulsantes. Faço o equilíbrio entre elas’’, explica. Haveria nessa receita uma herança mineira? Piaz diz que sim. ‘‘A minha musicalidade é toda mineira’’, concorda.
‘‘De lá guardo coisas boas guardadas comigo. Não tenho dessas saudades nostálgicas de um passado que não volta, mas guardo comigo coisas ótimas e passo para aquilo que componho’’, afirma.
Ezequiel Piaz vem de família musical, o que explica parte de seu talento e o gosto pela mpb. Aos quatro anos tocava cavaquinho e bandolim. Estudou piano, violino, contrabaixo, flauta e educação artística no Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi, em Uberaba. Trabalhou na produção de jingles e em trilhas sonoras para teatro.
Graduado em violão pela Universidade Federal de Uberlandia, atuou como professor em diversas escolas de música. Em São Paulo participou de gravações de CD’s e apresentou-se em espaços nobres como o Palladium e Olímpia. Recentemente cumpriu temporada de dois meses na Europa, com um grupo de músicos brasileiros.
Para ele violão é essencial. ‘‘A sonoridade dele é única’’, comenta, envolvido pela magia do instrumento. Tudo para Ezequiel Piaz é bonito: a característica sonora, a forma de tocar, os elementos agregados a ele dão uma particularidade brasileira difícil de encontrar.
- Principalmente por esses fatores rítmicos e melódicos, é diferente do violão clássico, do violão flamenco, do jazz. Temos vida, é uma coisa alegre, com suingue. As melodias vão por outros caminhos. É bem a cara do Brasil.

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