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Luiza Dantas/Carta Z NotíciasPaulo Henrique Amorim: ‘‘ Quem assistir ao Jornal da Band vai ter certeza de que vai estar sendo representado.O carioca Paulo Henrique Amorim trocou o frio de Nova Iorque pelo calor tropical. Depois de seis anos e meio como correspondente internacional da Globo, voltou ao Brasil em busca de um aquecimento profissional que dificilmente conseguiria na emissora de Roberto Marinho. Além de ocupar o posto de editor-chefe e apresentador do novo Jornal da Band, que estréia no próximo dia 17, às 20 h, ele terá a chance de voltar a atuar como repórter. ‘‘Detesto redação. Lugar de repórter é na rua’’, diz, enfático.
Por tudo isso, será muito bem pago. Embora diga, de antemão, que não vai revelar o salário, sabe-se que ganhará R$ 50 mil e ainda um bônus de R$ 5 mil por cada ponto a mais de audiência que conquistar. Apesar de estar numa posição muito confortável, que o coloca entre os profissionais de imprensa mais bem pagos do país, o jornalista, especialista em economia, reclama dos números. A comparação direta é com os Estados Unidos, onde, segundo ele, as verbas publicitárias são muito melhores. E refletem-se nos gordos salários dos repórteres.
Amorim, agora, aos 53 anos de idade, quer mostrar na Band tudo o que aprendeu em 11 anos na Globo e passagens por veículos como o Jornal do Brasil e a revista Veja. Da Veja e da Globo importou a maior parte de sua nova equipe de jornalistas.
Dentre os projetos, além do telejornal diário, há a idéia de se fazer um programa de debates dominical, ao vivo, chamado ‘‘Fogo Cruzado’’. ‘‘Jornalismo de televisão se faz ao vivo. O resto é Hollywood’’, encerra. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à Agência TV Press

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