O valor de educar
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Consciente de que ser professor vai muito além de uma profissão, Dilson Catarino realiza hoje, às 19h30, palestra restrita a 100 professores de escolas integrantes do Projeto Folha Cidadania, da Folha de Londrina. Com o objetivo de explanar o tema ''O valor de educar'', Catarino defende que o magistério é uma missão e que os professores devem assumi-la com autonomia e competência.
Instigando a reflexão sobre a quem interessa educar, ele destaca que uma boa educação deve ser o objetivo de toda a toda sociedade e se atualmente não estamos satisfeitos é porque as escolas também não estão sendo satisfatórias. ''É um círculo vicioso e alguém precisa quebrar isso. O professor pode ser esse alguém'', argumenta Catarino.
Pais e professores negligentes causam prejuízos à sociedade e definir limites e papeis - com pais e professores assumindo a autoridade devida - são aspectos importantes para essa mudança de paradigma.
Deixar de ser um ''dador de aulas'' e passar a ser um ''formador de cidadãos'' deve ser a meta de todo professor, pontua Catarino, que está completando 30 anos dedicados ao magistério.
''Desde o primeiro dia que entrei em uma sala de aula como professor, em que dava aulas para catadores de algodão, procuro ser diferente da maioria dos professores que eu tive e isso fez diferença nas minhas atitudes como educador'', ressaltou.
Fugir da mesmice, romper a zona de conforto, motivar e provocar a curiosidade nos alunos devem fazer parte do exercício diário do professor.
Rechaçando qualquer ideia narcisista sobre suas propostas, ele vem partilhando em dezenas de palestras Brasil afora uma experiência que está dando certo. ''Einstein já dizia que o mais importante não é o que se ensina, mas como isso é feito'', lembrou.
Nos encontros em que participa com outros educadores, ele costuma lançar o questionamento de quantos professores eles se lembram que fizeram diferença na sua formação. Considerando que, em média, cerca de 70 professores passam pela nossa vida (considerando a vida escolar até a pós-gradudação), não ultrapassam 5% desse total o número de professores citados. ''É um número reduzido os que se destacam e acredito que quando o professor entra em sala de aula ele deve sempre querer fazer parte dessa minoria e nunca esquecer que sua postura educacional pode surtir efeito 20 anos depois no caráter do aluno''.


