O traço psicodélico de Yan Sorgi
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Entre as 10 coisas que não dá para passar incólume na vida, como tomar pelo menos uma vez um refrigerante tipo cola, é deixar de ver uma ilustração do londrinense Yan Sorgi, 28 anos, autor de desenhos publicados em várias revistas brasileiras e internacionais, além de trabalhos para o canal MTV.
Sexy, Época SP, Super Interessante, Gloss, Capricho, Folha de SP, e a revista inglesa Jungle Drums são algumas publicações que já exibiram os traços psicodélicos e surreais do artista.
Além de trabalhos inusitados, como a pintura de uma geladeira para o lançamento de uma nova linha do eletrodoméstico da Brastemp, Sorgi já foi convidado para criar uma interpretação da logo da Editora Abril para uma ação do núcleo jovem. O ilustrador também criou desenhos para camisetas da El Cabriton, marca conhecida pela irreverência e humor.
Exageros à parte, a popularização do estilo Sorgi no mercado editorial está tornando quase inevitável não passar os olhos em alguma ilustração do londrinense.
A internet é a ferramenta principal dessa popularização. Sorgi conta que os editores conheceram o trabalho através de blog, flikr e site (www.sebograficos.com.br).
''Ao me formar em Design Gráfico pela UEL, eu fui para São Paulo. Durante cinco anos, trabalhei em agências de publicidade e de freelancer. Fazia trabalhos mais autorais. Isso chamou a atenção da Editora Abril. Grandes editoras estão sempre procurando ilustradores com esse perfil e estilo'', conta Sorgi, que há um mês voltou para Londrina. Cobiçado pelo mercado editorial, o designer não pretende abandonar o desenvolvimento de produtos, abrindo escritório em Londrina com o amigo de faculdade, Diego Blanco.
A web, que revelou o londrinense e permitiu uma onipresença no mercado editorial mesmo fora de um grande centro, também desperta interesse de curadores de arte internacionais, que conhecem virtualmente os desenhos. Sorgi já expôs ilustrações na Cement Gallery, de Londres.
Para ele, o apelo maior das ilustrações, inicializadas manualmente em nanquim e finalizadas no computador, é a exuberância de cores. ''Trabalho com várias referências. Como sou designer gráfico, bebo de fontes como a arte e a arquitetura. No dia a dia, uma ideia vai levando sempre à outra''.


