O toque de Evans
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2002
Rodrigo Souza Grota Reportagem Local 
Ele era recluso, preso em um mundo habitado por melodias de Cole Porter, Debussy e outros compositores. Conhecido por seu toque melódico inconfundível, o pianista Bill Evans imortalizou-se ao cristalizar a clássica formação de trio de jazz: o pianista, o contra-baixo e a bateria. Em sintonia com a obra desse intérprete, a rede mundial de computadores está repleta de páginas que oferecem notícias biográficas, músicas em mp3, cifras detalhadas sobre as composições, além de fotos, discografias e entrevistas.
O site mais completo encontra-se no endereço www.bill-evans.com, mas há informações valiosas também em outros endereços: www.njmetronet.com/billevans, www.billevans.org e www.beml.net. Não confundam o pianista Bill Evans com o seu homônimo, o saxofonista Bill Evans. Esse último ainda está vivo e não tem o vigor do pianista que integrou a célebre trupe que participou das gravações de Kind of Blue: Miles Davis, John Coltrane, Cannonball Adderley e Paul Chambers.
Com formação em piano erudito, Evans sempre buscou fontes preciosas na obra de Stravinsky, Debussy e Satie, além dos compositores populares de jazz, como Porter, os irmãos Gershwin e a dupla Richard Rodgers e Lorenz Hart.
Marca de sua carreira é o célebre disco Conversations With Myself, em que Evans mixa três gravações de seu piano em uma releitura de vários standards. Entre suas principais interpretações, estão versões de Someday My Prine Will Come, Nardis, My Foolish Heart e It Never Entered In My Mind. Possuído pelas drogas, sem nenhum resquício de sua habitual razão, Evans faleceu em 1980, após complicações orgânicas pelo uso de heroína. Sua trajetória de pouco de mais de 20 anos no jazz já foi considerada o suicídio mais lento da história. Certamemte, alcançou um lugar entre os gênios malditos, ao lado de Charlie Parker e Chet Baker. E suas interpretações... nunca sairão de nossas mentes!
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