O terceiro revival do ska
O ska é chamado de avô do reggae. Mais acelerado do que aquele, o ritmo combina guitarra rítmica, bateria no contratempo e seção de metais. Na Jamaica, o estilo despontou nos anos 60 quando os artistas populares locais começaram a fundir o rhythm and blues americano com o mento (a música nativa).
Posteriormente, com o crescente fluxo de imigrantes caribenhos pobres no Reino Unido, o gênero ganhou a adesão de jovens operários e desempregados ingleses transformando-se em um empolgante movimento musical anti-racista durante o verão punk. Foi o primeiro revival do ska, que teve como expoentes grupos como Specials, Madness, Beat e Selecter.
Alguns anos mais tarde, o ska desembarcou nos Estados Unidos capitaneado por grupos como The Toasters, Fishbone e Untouchables. Em 83, os Toasters fundaram o selo especializado Moon Ska NYC, o maior do mundo no gênero com filiais espalhadas pela Europa, Japão e América Latina.
O atual boom, chamado de terceira onda, estourou há quatro anos nos Estados Unidos através de nomes como Mighty Mighty Bosstones, No Doubt, Sublime, Goldfinger e uma leva de outras bandas hardcore que passaram a incorporar a batida.
No Brasil, o ska chegou aos ouvidos do grande público com o álbum Passo de Lui, lançado no começo dos anos 80 pelos Paralamas do Sucesso e que incluía inclusive uma faixa chamada ska. Hoje em lua-de-mel com a indústria fonográfica, o ritmo virou o novo alvo dos oportunistas de plantão, que já devem estar preparando suas gororobinhas musicais. (N.S.)





