O terceiro maior teatro do Paraná
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de novembro de 2010
Renato Oliveira <br>Reportagem Local 
Toledo - Quando foi construído há quase 10 anos, o Teatro Municipal de Toledo era o segundo maior do Paraná. Apenas o Teatro Guaíra, em Curitiba, superava a obra que custou aos cofres públicos R$ 2,5 milhões.
Há seis anos o panorama é diferente. O público, que antes lotava as 1.022 cadeiras do recinto, nunca mais foi o mesmo. A construção do Teatro Positivo, na capital, também o relegou ao posto de terceiro maior do Estado. Mas o diretor do grupo Casa Teatro, Alexandre Helfer, acredita que além de mudar o perfil da população, o teatro foi responsável por movimentar e formar uma ala cultural na cidade.
''O município vem se tornando um pólo universitário e além disso o teatro ajudou a mudar a cabeça das pessoas. Quem viu Toledo há 15 anos percebe o que estou dizendo. No futuro as mudanças serão maiores'', analisa Helfer, que observa que uma média de três livros vêm sendo lançados por ano, além de pequenas exposições de artes plásticas espalhadas pela cidade.
Ele acredita que a vida artística na região assumirá um formato profissional após a inauguração dos teatros em Cascavel e Marechal Cândido Rondon, previstos para os próximos anos - o que poderia formar um importante circuito para trazer grandes espetáculos do eixo Rio-São Paulo.
Atualmente, o custo de passagens aéreas para grupos com cinco integrantes, além de cachê e caminhão para transportar cenário dificulta projetos organizados apenas por Toledo. ''O ingresso acaba ficando mais caro e inviabiliza. A partir do momento que for possível dividir estes gastos dá até para negociar um cachê melhor para mais apresentações na região'', acredita.
Mesmo com suas limitações, o secretário de cultura do município, João Batista Furlan, reconhece o esforço dos dirigentes. A Mostra de Teatro de Toledo, que é anual, trouxe na última edição os atores Raul Gazolla e Adriana Birolli. ''Na região, o mais forte é a cultura sulista. Por isso tentamos trazer espetáculos daquela região, dos rincões gauchescos nativistas, como César Oliveira e Rogério Melo. Um nome forte que recentemente esteve aqui foi Almir Sater'', elenca Furlan.
Em um município com cerca de 116 mil habitantes, a lotação máxima do recinto corresponde a 8% da população. Para Helfer, criar o hábito de ir ao teatro é o ponto mais difícil. ''Parece pouco, mas é um número elevado se comparado com a média de frequentadores, que é de 400 pagantes'', explica ele, que já conseguiu colocar lá dentro 1,4 mil pessoas em outras épocas.


