Objeto máximo de marcação do tempo, o relógio é o destaque na exposição ''Ad Tempora'' do artista plástico paranaense Jorge Pedro na Sala de Exposições do Teatro Calil Haddad, em Maringá. Utilizando a técnica da assemblage (junção de vários materiais), ele criou 25 obras, a maioria de relógios, que instigam à reflexão sobre o paradoxo do tempo.
Aos 54 anos, Jorge Pedro relata que foi a partir da indagação do que poderia estar fazendo daqui a 20 anos que se inspirou para mais essa criação artística - a 75 documentada da sua carreira. Com o advento da modernidade, em que o tempo parece passar cada vez mais rápido, o artista convida o espectador a mergulhar nessa temática e debater os seus mais diferentes aspectos na exposição que é dividida em um prólogo e três espaços.
Já na entrada da mostra, o visitante é recebido por uma espécie de ''máquina do tempo'', o ''Imersível'', que tem a intenção de brincar com a inexorabilidade do tempo e a ideia de que as pessoas possam ter domínio sobre isso. Depois, no espaço ''Fuso estático'', haverá obras que retratam momentos. Um dos relógios marcará 8h15, retratando o momento que Hiroshima foi destruída pela bomba atômica em 6 de agosto de 1945.
O segundo espaço - o ''Daisansha'' -, que significa o olhar do Ocidente para Oriente, faz referência à cultura japonesa, onde serão expostos ''tempurás de relógios''. Já no terceiro espaço - o ''Pátio das Esculturas'' - serão dispostos 15 relógios em funcionamento e uma ampulheta que convidam os visitantes a ponderarem sobre ''seu tempo''.
Com curadoria de Rafaela Tasca, a mostra ainda amplia a discussão sobre o tempo expondo textos de três personalidades de Maringá convidadas a escrever sobre o tema: o professor Nailor Marques Jr., o pastor Marcelo Gomes e o psiquiatra José Arthur Molina.
Visitas monitoradas com dinâmica em grupo para alunos de Maringá e região podem ser agendadas com Rivy Plapler pelo tel. (44) 9912-8412 ou pelo e-mail [email protected]. A exposição termina no dia 6 de dezembro.

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