O techno e outras batidas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de agosto de 1998
Nelson Sato 
Foi enterrada aquela conversa que condenava a música eletrônica como mais um modismo passageiro. O estouro mundial do gênero e a crescente adesão de artistas de rock às batidas dançantes parece definir, de fato, a provável cara do pop no próximo milênio.
A maioria do público, porém, desconhece a já longa trajetória da corrente e continua acolhendo suas múltiplas vertentes sob o restritivo rótulo techno. Por essas e outras, o especial que o canal pago Multishow exibe hoje no programa Na Batida do Rock (16 horas) é uma bem-vinda aula de história do estilo.
O programa estende uma ponte entre a acid-house da década de 80 e o drumnbass dos anos 90 passando ainda por ritmos como EBM, techno, trance, ambient, big beat e jungle. Abre com imagens do grupo alemão precursor Kraftwerk, atração do próximo Free Jazz Festival, que acontece em novembro no Brasil.
Dividido em quatro blocos, mostra clipes, destaca os expoentes de cada tendência, comenta as raves e os pequenos selos e dá uma palha sobre a cena nacional incluindo uma entrevista com a colunista Erika Palomino. O drumnbass, com suas batidas quebradas e aceleradas, ganha destaque com depoimentos de Goldie e Roni Size - este último se firmou no ano passado como o nome mais importante do estilo graças ao disco New Forms, eleito pelos críticos ingleses como o álbum mais influente da década. O especial será reprisado na próxima segunda-feira às 7h30.


