Ò teatro fora do teatro
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de agosto de 1997
Telma Elorza Londrina 
Embora as enciclopédias registrem a etimologia da palavra teatro como local para jogos públicos, reunião de espectadores ou ouvintes, o teatro nada mais é que uma das formas de expressão mais antigas que existem. Em todas as épocas e entre todos os povos de que se tem notícia sempre houve o desejo de se comunicar através deste veículo.
Ao longo dos séculos, os tipos e as formas utilizadas nesta comunicação variaram muito, mas sempre mantiveram a característica de trazer uma mensagem implícita. Das tragédias gregas ao recente besteirol, o teatro serviu e serve, ainda hoje, para educar, divertir, emocionar e, principalmente, transformar o meio.
Em montagens luxuosas ou no mais minimalista dos cenários, a linguagem teatral é única, embora multifacetada, e fala de perto com o público e, até mesmo, com os próprios envolvidos no espetáculo.
Seja em recinto próprio ou locais improvisados, o teatro atinge aquilo a que se propõe. Mesmo que seja trazer um sorriso ao rosto de quem assiste. Dependendo da situação, o teatro pode ser a arma eficaz na guerra da realidade. Sem violência, a farsa vence a ignorância. Na fantasia, o teatro modifica o meio.
Em Londrina, cinco experiências diferentes, entre tantas outras, mostram que o teatro, para ser bom e cumprir seus objetivos, não precisa de locais próprios nem grandes textos dramáticos. Basta ser teatro.


