O TBC faz 50 anos
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sábado, 10 de outubro de 1998
Ricardo de Souza Agência Estado 
Se o teatro paulistano tivesse uma data de nascimento, provavelmente ela seria o dia 11 de outubro de 1948. Foi quando, na Rua Major Diogo, no bairro da Bela Vista, o italiano Franco Zampari inaugurou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), que se tornou, até 1953, o maior núcleo de produção dramatúrgica do País. Para comemorar os 50 anos do tradicional teatro, a Secretaria Municipal da Cultura decidiu abrir as portas do TBC neste fim de semana, quando o público está podendo aproveitar, gratuitamente, os espetáculos em cartaz no teatro. A programação começou na sexta-feira, às 21 horas, com o Coral Paulistano, que apresentou Os Raios da Roda. Ontem, no mesmo horário, foi a vez da cantora Vânia Bastos, uma das boas revelações da MPB nos últimos tempos. Hoje, a Escola de Arte Dramática (EAD) encena a peça Trinta e Três, dirigida por Cristiane Paoli Quito. Todas as apresentações ocorrem na sala TBC.
A história do TBC está estritamente ligada à mais talentosa geração de atores que já pisou em palcos brasileiros. Entre os nomes que, de uma maneira ou outra, transformaram o teatro num símbolo estão os atores Sérgio Cardoso, Cacilda Becker, Paulo Autran, Nydia Lícia, Cleyde Yáconis, Fernanda Montenegro e Leonardo Villar. Entre os diretores se destacaram Ziembinski e os italianos Adolfo Celi, Luciano Salce e Flamminio Cerri.
Depois de um longo período de relativo abandono, o TBC começa a retomar o fôlego de outrora. A partir de 1996, a prefeitura fez várias reformas na estrutura. Hoje, as cinco salas do teatro estão ocupadas. Estão em cartaz, além dos espetáculos já citados, outras três produções: Honorato, de Paulo Ribeiro, Uma Lição Longe demais, de Zeno Wilde, e Einstein, de Sylvio Zilber.


