A gargalhada dele chega antes da música em qualquer lugar. Porém, tanto uma como a outra são inconfundíveis. Dificilmente ele é reconhecido pelo nome Ubirajara Penecho dos Reis, mas é só falar Bira que todos lembram do baixista que há 21 anos acompanha Jô Soares.
A sofisticação da música do baiano que queria conquistar São Paulo como cantor e se revelou um exímio baixista poderá ser conferida no show ''Mosaico'' hoje, às 21 horas, no Teatro Marista.
Bira iniciou a carreira ao lado de mestres do contrabaixo, como Gene Simmons, Steve Harris e Rafael Marigo, fazendo escola também ao acompanhar um dos maiores cantores brasileiros, Wilson Simonal.
O contrabaixista já se apresentou em Londrina com a Cia. Filarmônica de São Paulo no espetáculo ''Beatles Songs''. Ele volta agora como showman ao cantar, tocar percussão, dançar e contar histórias.
''Desde as comemorações dos 50 anos da bossa nova reunimos um grupo de músicos extraordinários e, há seis meses, resolvemos retomar o projeto. No show fazemos um pouco de bossa, instrumental e MPB. O repertório é o mais belo possível'', conta Bira, que estará acompanhado de Osmar Barutti (piano e teclados), Renato Luz (violão e guitarra), Dennis Belik (contrabaixo acústico e elétrico), Marcos Luz (percussão), Elias Pontes (bateria), Maria do Rosário (backing vocal) e Gabriela Feliciano (backing vocal).
Bira conta que no show tocará pouco seu instrumentos favorito, que estará nas mãos de Belik. Ele vai ficar mais na percussão, justamente para ter mais liberdade de contar histórias/
''Começo o espetáculo cantando. Na verdade nasci para cantar e sou um dos filhos da bossa nova. O baixo só apareceu na minha vida em 1969, através de um grande amigo que conheci na Bahia. Ao chegar em São Paulo, na época brilhante da Jovem Guarda e dos festivais, eu vi que não dava para competir com o repertório que tinha como cantor'', conta Bira.
O músico trabalhou com Chacrinha, considerado um dos maiores comunicadores brasileiros, e também com Silvio Santos.
''No Chacrinha era uma zorra. Era tudo sem muito ensaio. Programa de auditório ensina muito aos músicos, que precisam aprender a tocar em vários tons. Depois fiquei com o Silvio Santos até a chegada do Jô Soares no SBT'', lembra.
Bira queria ser médico, mas antes mesmo de cursar o científico, o atual ensino médio, já trabalhava como redator e comentarista esportivo.
A medicina acabou ficando apenas nos projetos ao montar um quinteto vocal com alguns amigos. Depois disso, ele se tornou o Bira, que todos conhecem pela gargalhada, mas que revela um swing todo especial. O show tem apoio da FOLHA, com bônus publicado no jornal.

Serviço
- Mosaico
Quando - Hoje, 21h
Onde - Teatro Marista
Quanto - R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia) e desconto de R$ 15 com apresentação de bônus da Folha

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