Eles fazem graça, usam roupas esquisitas, pintam o corpo todo e também cantam. O público londrinense poderá conferir mais uma vez a performance da Banda Madera, na segunda-feira, a partir das 22 horas, no Água Viva Bar. No palco, a irreverência de Júlio César (vocal), Luciano Galbiati (bateria), Ângelo Galbiati (guitarra) e Gustavo André (baixo). Esta trupe, formada há menos de um ano, se caracteriza pela performance diferenciada no palco e por apresentar pérolas da música nacional e internacional. O repertório percorre décadas de sucessos, passando por Jimmy Hendrix, Mutantes, Led Zepellin, Caetano Veloso e Patife Band.
A Madera foi considerada revelação em Londrina e tem conquistado um público com suas apresentações, que são muito mais uma encenação musical do que um simples show. ‘‘Além da música, nos preocupamos em ter mais um atrativo, que é a expressão, o lado cênico’’, conta Luciano Galbiati. Com essa mistura, a banda serve ao público um prato alternativo, uma tendência que difere do que vem sendo apresentado por aí. ‘‘Não nos concentramos só na produção musical, mas também cênica. Tudo o que é relativo à banda é bem cuidado. Vivemos em função da banda e é ela que nos mantém’’, diz Júlio.
Luciano conta que antes de começarem a tocar, os quatro integrantes tiveram a preocupação de discutir, criar uma cara para a banda e construir um espaço de ensaio. ‘‘As coisas caminharam juntas’’, observa Luciano. ‘‘A gente se encontrou e resolveu ser pedreiro’’, brinca Júlio César.
A rotina dos músicos da Madera tem sido considerada tranquila ultimamente. Com três grades de repertório, o grupo ensaia poucas horas por dia, mas deve entrar no estúdio a qualquer momento. ‘‘Depende do ritmo de trabalho. Nos preocupamos muito com os shows. Pra nós, o próximo show sempre é visto como se fosse o último de nossas vidas. Tem que ser bem-feito’’, avalia Júlio César.
Outra característica da Madera é tocar músicas que dizem alguma coisa para eles mesmos. ‘‘Precisamos sentir a essência, para com isso passar alegria às pessoas que ouvem. Assim, desenterramos algumas músicas que estão esquecidas, algumas que têm a cara da banda’’, comenta Luciano.
O baterista detalha que a banda prefere explorar músicas menos conhecidas ou já ‘‘esquecidas’’ do que tocar hits. ‘‘Mesmo porque se a música já está tocando nas rádios, pra que tocar no show?’. Para Luciano, a banda não tem a ilusão de que vai poder sempre fazer o som que eles quiserem, independente do público. ‘‘Hoje ainda temos sorte de poder fazer aquilo que a gente acredita. O público respeita e gosta.’’
Apesar do pouco tempo de estrada, a Madera já tem um sucesso entre o público da banda: a música ‘‘Nós’’, uma das três composições próprias do grupo (as outras são ‘‘Aranha Mecânica’’ e ‘‘Do Amor ao Z钒), já é acompanhada pela platéia cativa.
Mas as coisas não são fáceis para seguir esse caminho. Depois de abandonar seus cursos universitários, os quatro músicos querem mais é se dedicar à música e entrar de cabeça na carreira. ‘‘Todos nós somos de fora, mas estamos escolhendo Londrina como nossa casa. Queremos que a Madera seja uma banda de Londrina e que mostre a cara da cidade lá fora’’, argumenta Luciano.
Atualmente com três ou quatro shows por mês, os músicos querem ter na agenda pelo menos um show semanal garantido. Primando pela qualidade técnica e artística, a banda Madera tem investido o que pode em material cênico e equipamentos - sempre com a ajuda de amigos. A intenção, agora, é fazer um trabalho que mereça apoio cultural - o que a banda mais precisa hoje.
Os contatos para shows e apresentações da Banda Madera podem ser feitos pelo telefone (043) 327-1132.

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