O sobrenatural volta às telas
O sobrenatural volta às telas
De LondrinaEnquanto não chega a nova aventura dos Trapalhões, a última investida da Xuxa e o mais esperado de todos, a versão cinema do Castelo Rá-Tim-Bum, os nichos de exibição em todo o País continuam preenchidos por significativa parcela de filmes para adultos, reveladores já a partir dos títulos. O acerto de contas com o incrível, o fantástico, o extraordinário e o sobrenatural passa obrigatoriamente pelo território do medo, do místico e do desconhecido. Aos títulos ora em disponibilidade no mercado brasileiro vem se juntar mais um, Stigmata (a partir de hoje em circuito nacional).
Estranhos, os caminhos que regem (ou não) as coincidências. Embora lançado no mercado americano em julho, somente agora Stigmata chega às salas brasileiras. E este thriller, dirigido pelo desconhecido Rupert Wainwright, com certeza vai dividir espaço nas marquises com Fim dos Dias, o blockbuster apocalíptico com Schwarzenegger tratando de esconjurar o Cão dos Infernos. Mas o melhor desta vizinhança é que o (bom) ator David Byrne está nos dois elencos. E em territórios antagônicos, tendo que trabalhar dobrado primeiro como O Homem, vale dizer, o Diabo; e agora como um padre católico em espinhosa missão probatória.
Seriam os ferimentos que aparecem no belo corpo da atéia Patricia Arquette aqueles mesmos que afligiram Cristo há dois mil anos, durante a flagelação? Um santo milagre ou grosseira contrafação? Para investigar e dirimir dúvidas, o escritório do Vaticano para assuntos, digamos, controversos, encarrega padre Andrew (Byrne) de levar o santo inquérito às últimas consequências. Eles funcionam como uma espécie de Arquivo X da Igreja Católica, explica o diretor Wainwright. Ele insiste que o filme leva a religião muito a sério. É crer para ver.(C.E.L.J.)





