O Segredo do universo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de setembro de 2011
Rafael Ceribelli <br> Reportagem Local 
Quinta obra do diretor-roteirista Terence Malick em quase 40 anos de carreira, o longa ''A Árvore da Vida'' - que estreia esta semana na programação dos Cine Com-Tour/UEL e Royal Lumiére - é um poema cinematográfico da mais alta qualidade, que viaja por entre narrativas complementares pouco convencionais; o amor familiar, os laços afetivos e a origem e evolução do cosmo.
Para empreender sua imensa jornada artística e filosófica - de flashes que contrapõem a realidade terrestre com a do macrocosmo - Malick utiliza uma narrativa não-linear, envolvendo o espectador dentro de um roteiro complexo e cheio de significados ocultos. Durante uma boa parte da projeção, somos apresentados à família do disciplinador Sr. O'Brien (Brad Pitt) e da alegre Sra. O' Brien (Jessica Chastain), que criam juntos os três filhos Jack (Hunter McCraken), R.L. (Laramie Eppler) e Steve (Tye Sheridan). Pelo ponto de vista de Jack (que, em um salto temporal, cresce e vira Sean Penn), conhecemos a intimidade da família, os seus conflitos e alegrias cotidianas, uma vida que se passa na cidade de Austin, Texas, nos anos 1950.
Ganhador deste ano da Palma de Ouro em Cannes, ''A Árvore da Vida'' chamou a atenção da crítica mundial pela profunda reflexão que proporciona através de sua narrativa. Lisa Kennedy, crítica cinematográfica do Denver Post, resumiu brilhantemente que ''o filme é sobre o que conhecemos e sobre o que não conhecemos, nossos medos e desejos. Como adultos, como homens, como mulheres, como mães, pais e, em última estância, como seres humanos.''


