O sabor português na festa de Itajaí
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Música, dança e culinária inspiradas na Ilha de Açores (Portugal), animam a 16 Marejada, a maior festa portuguesa e do pescado no Brasil, que acontece em Itajaí, município à beira-mar com 150 mil habitantes em Santa Catarina. A Fundação Itajaiense de Turismo (Fitur), organizadora da festa, espera receber até a próxima semana, 200 mil visitantes, 39 mil a mais do que em 2001.
Somente nos primeiros três dias de festa, na semana passada, foram consumidos 37.637 copos de chope (400 ml) e 6.894 copos de refrigerante (300 ml) por um público de 47 mil pessoas. Atrações não faltam para acompanhar o consumo de bebida e comida. São mais de 300 opções, incluindo apresentações de bandas locais e nacionais, artesanato, feira comercial, atividades infantis e espetáculos de grupos folclóricos.
Tudo acontece em uma área de 36 mil metros quadrados, distribuída em pavilhões, palcos culturais, restaurantes e parque de diversões. A festa é uma promoção da prefeitura de Itajaí, com patrocínio da Petrobras, Santa Catarina Turismo (Santur), Porto de Itajaí, Bradesco, Seara, Pepsi e Brahma.
Os aspectos culturais trazidos pelos imigrantes são valorizados e expostos durante a Marejada. Um exemplo é o tear com mais de 300 anos de existência, que funciona no Rancho Açoriano, local onde os artesãos estão concentrados. A peça é tocada pela tecelã Ezaltina Ana de Oliveira, neta do imigrante português Inácio Pires, que ao pedalar transforma fios de lã, poliéster e algodão em obras de arte. Mantas e tapetes custam entre R$ 5 a R$ 35.
Mas, sem dúvida, a farta gastronomia típica é o maior atrativo da Marejada. Passados quase dois séculos, o bolinho de bacalhau, casquinha de siri e sardinha na brasa, preparados à maneira e ao tempero açorianos, continuam fazendo sucesso entre os turistas deste lado do Atlântico.
A sopa de siri é outra sugestão providencial. Mas para paladares mais aguçados a solução é o bacalhau à Gomes de Sá, da Tasca Portuguesa, que fica dentro do parque, arrendada há 12 anos pelo Restaurante Alma Lusa, de Curitiba. Tudo regado a um bom vinho e ao fado saudosista, que completam o quadro e enlevam a alma para além-mar. A Marejada foi aberta oficialmente na última sexta-feira e segue até dia 26.


