O resgate do burlesco
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quinta-feira, 02 de junho de 2011
Carlos Messias <br> <br> Folhapress 
São Paulo - De uns tempos para cá, tornou-se comum apresentar performances nas baladas paulistanas. Especialmente as derivadas do burlesco, que é aquele tipo de número musical, popular nos cabarés dos anos 1940, em que a mulher, superproduzida, exibe uma fina sensualidade. Cada número dura, em média, sete minutos e costuma acontecer entre uma e outra banda nas baladas com apresentações ao vivo.
Amanhã acontece no Kitsch Club o primeiro Burlesc Festival, que reunirá três dançarinas, entre elas a requisitada Lady Burly. Ela se apresenta regularmente em casas como Syndikat, Constantine, Miquelina, Outs e, aos sábados, no próprio Kitsch. Seus shows estão entre os mais ousados. ''O pessoal pode até me achar gostosa, mas não confunde as coisas, pois eu visto um personagem'', diz Lady Burly. ''O burlesco é artístico, não necessariamente sensual ou vulgar'', diz Emiliano Pedro, idealizador do festival Trix Mix, que ficou três anos e meio em cartaz.
''O desafio é criar formas diferentes de mostrar e esconder, sem deixar escancarado'', diz Fascinatrix, uma autêntica pin-up que se apresenta às sextas-feiras no Sonique.
Quem abre mão da nudez, mas apresenta um espetáculo bastante sensual é a cantora, atriz e dançarina Cléo Yeah, que leva elementos da cultura pop aos palcos de cabaré. Seu mais novo espetáculo é um musical inspirado em Beyoncé.


