A Semana de Arte Moderna foi realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. O evento ocupou o saguão do Teatro Municipal de São Paulo. A idéia de organizá-lo partiu de um grupo de artistas e escritores interessados em romper com as estéticas e estilos vigentes e lançar propostas inspiradas nos movimentos de vanguarda europeus em especial, o futurismo italiano.
Oswald de Andrade, Graça Aranha, Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Menotti del Pichia, Anita Malfatti e Villa-Lobos foram alguns dos principais articuladores da agitada semana. Durante os três dias promoveram-se exposições, recitais, palestras, discursos e espetáculos de dança.
A noite que celebrizou a movimentação foi a segunda, realizada sob intensa vaia da platéia e iniciada com uma conferência de Menotti del Picchia, que pregava a liberdade de criação, a ruptura com as formas acadêmicas, o individualismo estético e a repulsa às escolas.
A oratória foi interlacada com poesia e trechos de prosa por Oswald de Andrade, Luiz Aranha, Mário de Andrade, Sérgio Milliet e outros intelectuais. A noite contou ainda com uma apresentação de dança da bailarina Yvonne Daumerie, solos de piano de Guiomar Novaes e uma palestra de Mário de Andrade. Logo após as ruidosas manifestações, o grupo lançou a revista Klaxon, que seria porta-voz dos manifestos e idéias dos modernistas.

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