O Regresso vence Globo de Ouro
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Folhapress 
São Paulo - Não foi a vez de Wagner Moura. O ator brasileiro, que concorria ao Globo de Ouro como melhor ator de série de drama por seu papel como o narcotraficante colombiano Pablo Escobar de "Narcos", perdeu para Jon Hamm, protagonista de "Mad Men".
Mas foi a noite dos azarões: o Globo de Ouro, cuja premiação ocorreu na noite de domingo, em Los Angeles, premiou nomes pouco cotados para a cerimônia, especialmente em televisão.
Em cinema, o mais indicado, o drama "Carol" (cinco menções), saiu sem nenhum prêmio. Já em TV, a Netflix, que tinha oito indicações, também saiu de mãos abanando.
O maior vencedor entre os filmes foi "O Regresso", com três prêmios, incluindo melhor longa dramático. Essa história visceral sobre um homem deixado para morrer que busca vingança também ganhou como melhor diretor (Alejandro González Iñárritu) e melhor ator de drama para Leonardo DiCaprio - favorito em sua categoria, o intérprete entregou uma atuação bem física.
Já "Perdido em Marte", de Ridley Scott, também foi um dos maiores vencedores: ganhou por melhor filme de comédia/musical e melhor ator cômico para Matt Damon - o filme, tecnicamente, é uma ficção científica com algumas breves pitadas de humor.
"Steve Jobs", sobre o criador da Apple, também saiu com dois troféus: roteiro e atriz coadjuvante (Kate Winslet).
Melhor atriz dramática, Brie Larson ganhou sua primeira estatueta como a mãe mantida refém no delicado "O Quarto de Jack". Já Jennifer Lawrence tirou o prêmio da favorita Amy Schummer e ganhou como atriz filme (comédia) por "Joy: O Nome do Sucesso".
Também venceu o compositor Ennio Morricone, que fez a trilha sonora para "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino.
Sylvester Stallone levou a estatueta de melhor ator coadjuvante por "Creed: Nascido para Lutar". No filme, ele reprisa o papel de Rocky, que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar em 1977. "Quero agradecer ao meu amigo imaginário, Rocky Balboa, o melhor amigo que nunca tive", disse ao subir o palco.
Outra zebra: "Writing's on The Wall", de Sam Smith para "007 Contra Spectre", mesmo tendo colhido avaliações ruins, ganhou como canção.
Preferido em sua categoria, o drama húngaro "O Filho de Saul", sobre um judeu preso num campo de concentração que quer enterrar o filho, ganhou como filme estrangeiro.
TELEVISÃO
Em televisão, "Narcos" não ganhou como melhor série dramática; perdeu para "Mr. Robot", série também premiada em ator coadjuvante (Christian Slater). A cantora Lady Gaga levou como melhor atriz em minissérie ou telefilme por "American Horror Story".
A histórica "Wolf Hall" ganhou como melhor minissérie, e "Sinfonia Insana" como série de comédia. Produzida pela Amazon e protagonizada por Gael García Bernal, ainda emplacou como melhor ator em série cômica.
Outro ator fora dos holofotes em sua categoria, Oscar Isaac saiu vencedor como ator em minissérie ou filme na TV por seu papel como o jovem prefeito de "Show Me a Hero", do canal HBO.
O prêmio de coadjuvante foi para Maura Tierney pela série "The Affair". E Rachel Bloom venceu como melhor atriz de série cômica por "Crazy Ex-Girlfriend". Foi a primeira indicação da atriz.
A edição deste ano foi apresentada pelo comediante britânico Ricky Gervais, famoso pelas piadas polêmicas, e que estava ausente da cerimônia desde 2012.
Entre as suas muitas tiradas ácidas, Gervais zombou até do status da premiação: "Esse prêmio não vale nada, é só um pedaço de metal que os jornalistas te dão para poder tirar 'selfies' com vocês".



