Entra ano e sai ano, Londrina sempre está na agenda de shows de Almir Sater. Amanhã, os amantes da música sertaneja poderão, mais uma vez, apreciar as composições do violeiro de Campo Grande (MS) em terras vermelhas. Mesmo sem uma divulgação ostensiva nas redes sociais e com uma apresentação que ele mesmo admite não mudar muito de repertório, o cantor se mantém firme há anos e a lotação é praticamente certa.
Quem já foi garante que é imperdível e sempre acaba voltando. Como ele faz isso há mais de trinta anos? "As pessoas se identificam muito com a viola caipira; é um instrumento muito amado no Brasil. Onde vou sou muito bem recebido. Acredito que os fãs compreendem meu trabalho e minha arte em sua essência", diz o compositor, que é unanimidade por onde passa.
Além de ser eclético como músico - toca, compõe e canta -, Almir tem uma pegada diferente em seu estilo, apesar da natureza sertaneja. "Tenho influências de vários gêneros, inclusive o rock e blues. Não sei se posso ser rotulado como sertanejo. Sou violeiro e isso é ser brasileiro", comenta.
Almir Sater foi apontado pela Revista "Rolling Stone Brasil", na edição de 2012, como um dos trinta maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão. "Comecei como instrumentista e me tornei compositor. Hoje, sou um violeiro que compõe e canta suas composições."
E quem for ao show poderá conferir músicas clássicas que não ficam de fora do repertório. "Existem algumas canções que nunca consegui tirar do repertório. E se o público gosta, eu procuro satisfazê-lo." Entre os sucessos mais conhecidos estão "Tocando em Frente", "Meiga Senhorita", "Chalana", "Mês de Maio", "Um Violeiro Toca" e "Peão".
Se o músico não lança nada há algum tempo, para este ano ele promete finalizar um CD com músicas inéditas, fruto de uma parceria com Renato Teixeira, que começou há quatro anos. "Gravamos oito músicas, mas achei que não estavam boas; ficaram muito parecidas com o meu som. Apagamos tudo e começamos do zero novamente. Agora ficou com uma pegada mais roqueira. Acho que ficou bom, mas vou deixar para falar mais quando estiver totalmente pronto, senão acaba a surpresa", brinca. Até lá, ele continua em estúdio gravando uma coisa aqui, outra acolá. "Apesar de não lançar coisas a todo tempo, estou sempre compondo. É isso que torna o artista vivo", pontua.

Social
Parte da renda que ganha com a agenda lotada de shows vai para ajudar os vários projetos que o compositor possui. Um deles é a "Escola Pantaneira", criada por ele há 14 anos para atender filhos de peões e fazendeiros que vivem na região do Pantanal (MS). "O Brasil é tão carente de educação que uma ação simples como a minha acaba se destacando. Mas nada mais é que um posto avançado da escola municipal. A princípio, seria um local para as crianças assistirem às aulas e irem embora. Mas, por causa das longas distâncias, as crianças ficam na fazenda, onde recebem abrigo e alimentação, num esquema de semi-internato que tem dado frutos", comenta ele, lembrando de um jovem egresso do projeto que agora trabalha na fazenda como veterinário.

Serviço:
Show com Almir Sater
Quando - Hoje, às 22h
Onde – Ginásio do Marista (R. Maringá, 78), em Londrina
Quanto – R$ 100 a R$ 185. Haverá serviço de bar nas mesas e arquibancadas. Assinantes da FOLHA têm R$ 20 de desconto na arquibancada
Informações - (43) 3351-1664

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