O rato de Ipanema
O rato de Ipanema
O símbolo máximo de O Pasquim estava na figura de um ratinho metido a intelectual e de espírito crítico. Sigmund Freud, ou simplesmente Sig, antes de O Pasquim frequentava a tira Chopnics publicada pelo cartunista Jaguar no Jornal do Brasil.
Nasceu inspirado em um rato verdadeiro, presente do humorista Ivan Lessa a Hugo Bidet, uma das figuras folclóricas da zona sul carioca na década de 70. Bidet vivia pelos bares acompanhado pelo ratinho, que comia pão embebido em vodca.
Sig se metia em todas as páginas de O Pasquim, dando opiniões, fazendo piadas sobre os textos e seus autores, apresentando pessoas e fazendo críticas engraçadas às besteiras da ditadura militar - era apresentado como o rato que ruge. O mascote do jornal foi também o principal chamariz da Codecri, editora do jornal que também passou a editar livros. No auge de O Pasquim a Codecri tinha vários livros nas listas de mais vendidos.
Sig representava os vários estados de ânimos do jornal. Uma das imagens marcantes é ele disfarçado de Estátua da Liberdade e suando de medo na capa da primeira edição depois da censura prévia. Tornou-se uma das figuras mais populares da cultura brasileira. Se Jaguar pensasse em merchandising, ficaria rico e poderia estar vivendo das rendas de um rato até hoje.(Jota)





